Romeu Zema

Zema rebate críticas de Lula à falta de obras no PAC e volta a citar Pimentel

Zema responde a Lula sobre obras no PAC e menciona Pimentel

O governador destacou dois projetos em andamento em Minas e insinuou que o governo federal impõe obstáculos para apoiar apenas seus aliados.

BRASÍLIA - Após as críticas feitas pelo presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu-se neste sábado (28/2), negando a falta de obras de prevenção a desastres no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Durante sua fala, ele voltou a mencionar o ex-governador Fernando Pimentel (PT).

Zema afirmou que existem dois projetos com recursos do PAC que teriam sido deixados de lado por Pimentel, que saiu do governo de Minas há sete anos. “O nosso governo teve que retomar esses processos todos do zero, desde o começo, para corrigir tudo o que estava esquecido”, argumentou.

Ele ainda mencionou que Minas apresentou 14 projetos fora da área de prevenção a desastres, mas o governo Lula liberou apenas 3% dos R$ 9 bilhões previstos. “Não se trata apenas de obras em encostas, mas também de estradas, metrô e muitas outras infraestruturas. Sabe quanto foi liberado? Duzentos e oitenta milhões de reais”, criticou.

O pré-candidato insinuou que o governo Lula cria barreiras para ajudar apenas aqueles que são aliados. “O governo de Minas Gerais foi, sim, buscar esses recursos, apesar de todos os obstáculos que o governo PT cria para quem não é do seu grupinho”, afirmou.

Zema classificou como “inaceitável” responder críticas em meio à tragédia humanitária em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata. “O cargo de presidente da República deveria servir para unir a nação em torno de soluções e não para espalhar fake news. Minas e as famílias mineiras estão sofrendo e merecem respeito”, concluiu.

Durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília (DF), Lula comentou que o governo teria disponibilizado R$ 3,5 bilhões ao governo Zema para prevenção a desastres. “O que o governador tinha de fazer?”, questionou ao ministro das Cidades, Jader Filho, que indicou que o estado não havia apresentado projetos.

Lula também mencionou a ausência de projetos como um “descaso histórico com o povo pobre do país”, afirmando que a população não tem como saber sobre as condições de moradia em áreas propensas a deslizamentos e enchentes, mas os prefeitos têm esse conhecimento.

Desde o início das chuvas na Zona da Mata, ao menos 70 pessoas perderam a vida, sendo 64 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Os bombeiros continuam as buscas, que já duram cinco dias, com três pessoas ainda desaparecidas.

Lula, que estava fora do Brasil em missão internacional na Índia e na Coreia do Sul desde o dia 17, chegou à Zona da Mata neste sábado. Ele visitou Ubá pela manhã e Juiz de Fora à tarde, onde fez um pronunciamento ao lado da prefeita Margarida Salomão (PT) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD).


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