XP revela os FIIs preferidos para o segundo semestre de 2025; veja as recomendações
XP divulga recomendações de FIIs para o segundo semestre de 2025
21/07/2025 10h15
Em um ambiente de juros altos e maior cautela entre os investidores, a XP Investimentos apresentou suas recomendações para diferentes segmentos de fundos imobiliários, priorizando qualidade, resiliência e potencial de valorização.
No setor de lajes corporativas, a principal aposta é o JSRE11 (JS Real Estate Multigestão), que possui um portfólio de alto padrão técnico, focado em áreas estratégicas de São Paulo (SP), como Berrini, Chucri Zaidan e Paulista.
Marx Gonçalves, Head de Fundos Listados da XP, comenta: “O JSRE possui imóveis de altíssimo padrão construtivo em regiões que estão se beneficiando do movimento de flight to price, com empresas mudando da Faria Lima para locais como Paulista, Chucri Zaidan e Berrini, onde ainda há espaço para valorização.”
O portfólio do fundo conta com cinco imóveis, sendo o Tower Bridge o principal, responsável por 47% da receita. A vacância física está em apenas 3,1%, e o fundo tem apresentado resultados superiores ao rendimento distribuído, com um excedente médio de R$ 0,04 por cota em 2025.
No setor logístico, a recomendação em destaque é o BTLG11 (BTG Pactual Logística), que é o segundo maior fundo da categoria, com 34 ativos e mais de 1 milhão de m² de área bruta locável. “O BTLG está extremamente bem posicionado, com 72% da receita proveniente de uma área de 60 km da capital paulista, a região mais dinâmica do país em termos de consumo e logística”, enfatiza Marx.
O fundo mantém uma vacância física em torno de 1% e tem registrado reajustes significativos nos aluguéis, com contratos renovados até 28% acima do valor anterior.
Para o segmento de shoppings, a escolha da XP recai sobre o XP Malls (XPML11). Marx observa que, mesmo diante de um cenário de desaceleração econômica, o fundo tende a ser mais resiliente, dado seu portfólio focado em consumidores de alta renda. “Esse público sente menos os ciclos econômicos. Com vacância de 4%, inadimplência líquida abaixo de 2% e vendas por metro quadrado acima de R$ 1.500, o XPML se destaca entre seus concorrentes”, explica.
Entre os fundos de papel, o nome de destaque continua sendo o MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários). “Esse fundo tem um perfil mais defensivo, com crédito high grade, garantias robustas e operações originadas internamente. Mesmo com a inflação desacelerando, ainda apresenta uma taxa real próxima de IPCA + 11% ao ano, o que é bastante atrativo para o risco que oferece”, observa Marx.
Negociado com um desconto de quase 9% sobre o valor patrimonial, o fundo ainda possui potencial de valorização adicional, especialmente se houver um fechamento da curva de juros.
← Voltar para as notícias