Wepink: sócio já teve empresa com investigada por envolvimento com PCC
Wepink: Sócia com Passado Conturbado
Em 2017, Samara Cahanovich Martins, uma administradora de empresas sem emprego, iniciou um salão de beleza no Cambuci, São Paulo. O negócio, conhecido como Samy Karen Lash Studio De Beleza Ltda, evoluiu para a Pink Lash, uma franquia que se expandiu para mais de 12 locais na Grande São Paulo.
A Pink Lash foi o ponto de partida para a criação da Wepink, uma rede de produtos de beleza avaliada em bilhões, com sócios como a influenciadora Virginia Fonseca e o empresário Thiago Stabile, marido de Samara.
A Wepink se destacou no mercado de cosméticos, reportando um faturamento de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em 2025, um aumento de 73% em relação ao ano anterior, conforme declarado na CPI das Bets.
Recentemente, a Agência Pública revelou que a Pink Lash contou com a participação de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como a “Japa do PCC”. Entre 2017 e 2021, Karen foi sócia de Samara e Thiago na franquia, que se destacou no ramo de cílios postiços.
O apelido de Karen surgiu após sua prisão em fevereiro de 2024, em uma operação relacionada a lavagem de dinheiro e associação criminosa. Durante a ação, foram encontrados mais de R$ 1 milhão e 50 mil dólares em sua residência. Desde então, ela cumpre medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica.
O advogado de Karen confirmou a sociedade com Samara desde 2015, ressaltando que ambas venderam quase 100 lojas da Pink Lash até 2021. Karen é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, que foi vinculado ao PCC e assassinado em 2018.
As investigações indicam que, após a morte de Silva, Karen abriu a KK Participações, que, segundo a Justiça, teria sido usada para lavar o patrimônio ilícito deixado por seu falecido esposo.
Enquanto isso, Samara e Thiago continuaram a expandir os negócios. Entre 2018 e 2021, novas unidades da Pink Lash foram inauguradas, e Karen estabeleceu a KK Participações, em meio a acusações de movimentações financeiras suspeitas.
A relação entre a Pink Lash e a Wepink se estreitou em 2021, quando Thiago fundou a Wepink Comércio de Produtos de Cosméticos. Samara, por sua vez, se apresentava como sócia da nova marca, embora não constasse oficialmente nos documentos.
Paralelamente, Igor Cahanovich Soares, irmão de Samara, enfrentou problemas legais por porte ilegal de armas, mas logo se tornou franqueado da Wepink, abrindo várias unidades em shoppings pelo Brasil.
Apesar do sucesso, a Wepink também enfrenta desafios, incluindo problemas com consumidores e a necessidade de indenizações após um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público de Goiás, devido a mais de 120 mil reclamações sobre atrasos e falta de produtos.
O espaço permanece aberto para novas atualizações sobre essas investigações e desdobramentos na trajetória de Wepink e seus sócios.
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