infomoney

WEG: margens surpreendem, mas crescimento preocupa e ações caem após balanço do 4T

Resultados da WEG geram reações mistas no mercado

25/02/2026 10h32

Atualizado há 8 minutos

Os resultados da WEG (WEGE3) foram divulgados na manhã desta quarta-feira (25), gerando opiniões divergentes entre analistas. Às 10h25 (horário de Brasília), as ações apresentavam uma leve queda de 0,66%, cotadas a R$ 51,09, após uma abertura com queda superior a 2%.

A fabricante de motores elétricos reportou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre do ano passado, o que representa uma queda de 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ficou em R$ 2,29 bilhões, com uma redução de 4% ano a ano, enquanto a margem operacional subiu para 22,4%, comparada a 22,1% no ano anterior.

A empresa atribui o bom desempenho da margem operacional à performance positiva dos negócios de ciclo longo e à manutenção da eficiência operacional.

Estimativas de analistas compiladas pela LSEG indicavam um lucro líquido esperado de R$ 1,61 bilhão e um Ebitda de R$ 2,25 bilhões para o período.

A receita líquida apresentou uma queda de 5,3%, totalizando R$ 10,25 bilhões, abaixo da previsão média de R$ 10,63 bilhões. No mercado interno, a receita encolheu 12,2%, enquanto no exterior a redução foi de 0,5%, quando calculada em real. Em dólar, a receita externa cresceu 7,8% em comparação ao quarto trimestre de 2024.

A Ativa Investimentos classificou o resultado como fraco, conforme o esperado. A receita foi impactada pela queda na Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) no mercado interno e por uma demanda mais moderada. No exterior, a receita sofreu pressão cambial. No entanto, a margem Ebitda superou as expectativas, com bom controle de mix e eficiência em mitigar mudanças legislativas. O ROIC (retorno sobre capital investido) também ficou acima do esperado, alcançando 32,5% em comparação a 30,0% estimado.

O Morgan Stanley observou que o Ebitda do quarto trimestre estava alinhado com as expectativas do mercado, embora a receita abaixo do esperado tenha sido compensada por margens maiores. Contudo, o resultado final ficou levemente aquém das previsões.

Analistas do JPMorgan previram uma reação negativa no dia de negociação, ressaltando que o crescimento do Lucro por Ação (LPA) apresentou uma queda de 6% ano a ano, a primeira desde o quarto trimestre de 2017. O banco também notou que a ação caiu 4% nos últimos cinco dias, enquanto o Ibovespa subiu 3%.

Por outro lado, o Itaú BBA avaliou o resultado como positivo, destacando que o trimestre, considerado o pior da década, superou as expectativas. O banco vislumbra um potencial de alta nas estimativas para 2026, ressaltando que as margens foram uma grande surpresa, com o Ebitda expandindo 30 pontos-base em relação ao ano anterior.

O Citi destacou que a WEG continua sendo uma empresa de alta qualidade, com crescimento consistente, mas o crescimento a curto prazo está pressionado pela menor atividade em energia solar e eólica, além de efeitos cambiais. O modelo atual projeta uma aceleração de receita ao longo de 2026, embora ainda em patamares de dígito alto simples no consolidado do ano.


← Voltar para as notícias