Eduardo Luiz Salomão

Vídeo mostra juiz Federal Eduardo Appio furtando garrafas de champanhe em SC

Imagens de câmeras de segurança revelaram o juiz Federal Eduardo Appio, que atuava na 18ª vara Federal de Curitiba, furtando garrafas de champanhe em um supermercado em Blumenau, Santa Catarina.

O vídeo mostra o magistrado percorrendo os corredores do local, retirando uma garrafa de champanhe e escondendo-a em uma sacola antes de tentar sair sem pagar.

A identificação do juiz foi feita a partir de um boletim de ocorrência que relatava o furto de duas garrafas de champanhe Moët & Chandon. O documento descreveu o suspeito e informou que ele deixou o local em um veículo registrado em seu nome. Devido à suspeita envolvendo um magistrado de primeiro grau, o caso foi encaminhado ao TRF da 4ª Região, que é o órgão competente para investigar.

Como resultado dos acontecimentos, a Corte Especial Administrativa do TRF decidiu, em outubro, afastar o juiz por tempo indeterminado e instaurar um processo administrativo disciplinar para investigar sua conduta e possíveis sanções.

Essa decisão foi reafirmada em 27 de novembro, quando o colegiado ressaltou que a gravidade dos fatos poderia, em tese, comprometer a idoneidade do Poder Judiciário e a autoridade do magistrado frente aos jurisdicionados.

Eduardo Appio ganhou destaque nacional em 2023 ao assumir processos remanescentes da Operação Lava Jato na 13ª vara Federal de Curitiba, após a saída do ex-juiz Sergio Moro.

Ele já havia sido afastado anteriormente, em 2023, devido a um outro procedimento disciplinar relacionado a uma ligação para o advogado João Eduardo Barreto Malucelli, filho do desembargador Marcelo Malucelli. Esse caso foi arquivado pelo CNJ após um acordo em que o magistrado reconheceu ter adotado uma conduta imprópria, sem mais detalhes.

O TRF-4 afastou Eduardo Appio por suspeita de furto de champanhe, e a investigação continua sobre o furto das duas garrafas.

O corregedor do tribunal arquivou processos contra os juízes Gabriela Hardt e Eduardo Appio, ambos atuantes na Lava Jato, embora a magistrada ainda enfrente investigações por suposta violação de deveres funcionais em outro caso.

Após um acordo, o CNJ arquivou o pedido de providências de Eduardo Appio, que foi transferido para a 18ª vara Federal de Curitiba.

Em um acordo com o CNJ, o juiz admitiu ter adotado uma conduta imprópria, mas não detalhou qual seria essa conduta.


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