Vice-presidente do TRT-17 é investigada pelo CNJ por mensagens em grupo no WhatsApp
Investigação da vice-presidente do TRT-17 pelo CNJ
A vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (Espírito Santo), Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, está sob investigação do Conselho Nacional de Justiça devido a mensagens de teor político compartilhadas em um grupo de WhatsApp da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho regional (Anamatra-17).
Os autores da reclamação disciplinar buscam impedir que Marise Chamberlain assuma a presidência do TRT-17 em 2026.
Magistrados associados ao tribunal apresentaram a denúncia, alegando que Chamberlain enviou vídeos com conteúdo depreciativo voltado a ministros do Supremo Tribunal Federal. Além disso, foi citada a utilização de linguagem intimidatória e agressiva em relação a colegas do grupo.
Os reclamantes afirmam que comportamentos semelhantes têm sido exibidos pela magistrada em suas redes sociais, o que, segundo eles, é incompatível com a função de magistrado e infringe a Lei Orgânica da Magistratura Federal (Lei Complementar 35/1979), o Código de Ética da Magistratura e a Constituição Federal.
Dado que Chamberlain está na linha de sucessão para a presidência do TRT-17, foi solicitado que ela fosse afastada de suas funções ou impedida de ocupar cargos diretivos. A reclamação também pede que, ao final do processo, ela seja aposentada compulsoriamente.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, analisou a situação e deu um prazo de 15 dias para que Chamberlain apresentasse suas informações. Contudo, seu afastamento foi negado.
“Os fatos narrados se revestem de gravidade. Não obstante, considerando que a publicação deu-se em lista particular de mensageiro eletrônico, ainda que formada por grande número de magistrados, indefiro o pedido liminar”, afirmou o ministro.
Reclamação disciplinar 0005507-92.2025.2.00.0000.
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