Polícia Federal

Viana diz que PF está 'filtrando' dados e cobra envio integral de arquivos à CPMI do INSS

Viana critica filtragem de dados pela PF e pede envio total de arquivos à CPMI do INSS

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI do INSS, denunciou nesta segunda-feira (2/3) que a Polícia Federal (PF) estaria “filtrando” as informações a serem enviadas à comissão. Ele ressaltou que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determina que todos os arquivos relacionados à investigação do Banco Master sejam enviados na íntegra.

Em conversa com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Viana buscou esclarecer a extensão da decisão do relator no STF. “A decisão não exige que a PF faça qualquer filtro antes de entregar os dados à comissão. O que está claro é que devemos receber os arquivos completos”, afirmou o senador.

O parlamentar mencionou que, segundo informações da PF, haveria uma orientação no gabinete do ministro para enviar apenas dados relacionados a empréstimos consignados, que são um dos focos da investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Para Viana, o despacho do ministro não impõe limitações sobre o conteúdo a ser compartilhado. Ele destacou a devolução dos documentos sobre as quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como prova de que o material deve ser enviado de forma integral.

“Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. Nossa preocupação é receber todos os documentos necessários para a investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, ela deve prestar contas”, enfatizou Viana.

O embate acontece enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), analisa pareceres técnicos da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado para decidir sobre a votação que aprovou, em bloco, 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão final ainda não tem prazo definido.


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