Venezuela volta a liberar produtos do Brasil
Venezuela volta a liberar produtos do Brasil
Liberação começou nessa quarta-feira, um dia após a Folha BV revelar a restrição. Presidentes de câmaras comerciais celebram articulação no País vizinho
A Venezuela voltou a permitir a entrada de mercadorias brasileiras ao emitir o certificado de nacionalização Comex. Assim, caminhões com dezenas de cargas com produtos como margarina, composto lácteo e trigo seguiram para entrega aos clientes.
Empresários temiam prejuízos milionários com restrição
A liberação começou nessa quarta-feira (11), um dia após a Folha BV revelar a restrição, e foi confirmada pelos presidentes Fátima Araújo (Câmara de Importadores de Santa Elena de Uairén) e Eduardo Ostreicher (Câmara de Comércio Brasil-Venezuela).
Ostreicher explica a liberação
Ostreicher explicou que, após contato da Folha BV, começou a articular o fim da restrição diretamente com o adido comercial da embaixada brasileira em Caracas, Rodrigo Coelho.
“Ele conversou com a embaixadora, que fez um contato com a ministra de Comércio Exterior da Venezuela [Coromoto Godoy]. E ontem nós tivemos o resultado no qual foram liberados os ‘permisos’ para a importação dessas mercadorias”, destacou, ressaltando ainda o trabalho da coordenadoria de negócios internacionais da Secretaria Estadual de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi).
Fátima Araújo, por sua vez, agradeceu à embaixada brasileira, à ministra venezuelana e à presidente Delcy Rodríguez.
“Isso logicamente favoreceu o setor empresarial de ambos os países. A diplomacia entre Venezuela e Brasil é importante. É um costume, uma tradição e uma cultura esse bom relacionamento entre os dois países, o diálogo, a comunicação, foi um papel fundamental”, pontuou.
Efeitos da liberação
Antes, empresários pagavam R$ 550 para armazenar cada uma das dezenas de cargas enquanto aguardavam a liberação. Algumas delas corriam o risco de ser confisco por ultrapassar os 30 dias de prazo legal após a chegada ao País.
Dois empresários, inclusive, corriam o risco de contabilizar aproximadamente R$ 7,4 milhões de prejuízo com eventual apreensão de 18 cargas de margarina.
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