Venezuela: bens congelados ligados a Nicolás Maduro ultrapassam 750 milhões de euros na Suíça
Bens congelados na Suíça relacionados a Nicolás Maduro ultrapassam 750 milhões de euros
Ativos venezuelanos congelados na Suíça já somam mais de 750 milhões de euros, conforme informações divulgadas pelo Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros da Suíça. Essa ação abrange bens associados ao ex-presidente Nicolás Maduro, sua esposa Cilia Flores e pessoas ligadas ao seu círculo político.
O governo suíço informou que a ordem de congelamento foi implementada de forma preventiva, visando impedir a fuga de capitais e facilitar a cooperação judicial entre os países envolvidos.
Montante previamente bloqueado
Até o momento, intermediários financeiros relataram ao Gabinete de Relatórios sobre Branqueamento de Capitais um total de 687 milhões de francos suíços (mais de 750 milhões de euros). Aproximadamente dois terços desse valor já estavam congelados devido a processos criminais anteriores na Suíça. Com a nova determinação, foram adicionados mais 239 milhões de francos suíços ao bloqueio.
As autoridades suíças optaram por não divulgar os nomes dos titulares dos ativos, mas confirmaram que a decisão inclui ex-ministros e figuras próximas ao antigo governo venezuelano.
Congelamento reforça sanções europeias
Esse congelamento complementa as sanções impostas desde 2018 contra autoridades venezuelanas, seguindo medidas semelhantes adotadas pela União Europeia. O governo suíço destacou que nenhum membro do atual executivo venezuelano foi incluído nesta nova lista.
Esse movimento ocorre em um período de intensa instabilidade política na Venezuela, especialmente após a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores por forças norte-americanas no dia 3 de janeiro, durante uma operação militar. O casal foi transferido para os Estados Unidos para enfrentar acusações relacionadas ao narcotráfico e terrorismo.
← Voltar para as notícias