Veja quem são os servidores investigados por vazamento ...
Servidores da Receita Federal Sob Investigação por Vazamento de Dados do STF
Nesta terça-feira, a Polícia Federal desencadeou uma operação para apurar o vazamento de informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo quatro servidores da Receita Federal. Os suspeitos, Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, são investigados por suposto acesso ilegal ao sistema para a divulgação de dados sigilosos. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os servidores foram afastados e deverão prestar depoimentos à PF. Além disso, a Receita instaurou uma auditoria para investigar o caso.
A operação busca esclarecer se um dos servidores acessou informações fiscais da esposa de um dos ministros, levantando suspeitas sobre possíveis conexões políticas.
Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo STF, que relatou múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita, seguidos de vazamentos de dados sigilosos.
Os investigados atuam em delegacias da Receita Federal nos estados mencionados, com salários variando de R$ 11.128,16 a R$ 38.261,86, conforme dados do Portal da Transparência. Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os servidores.
Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 2000, atualmente está lotado na delegacia da Receita no Rio de Janeiro. Ricardo Mansano de Moraes, auditor fiscal desde 2007, trabalha na gestão de créditos tributários na Delegacia da Receita em Presidente Prudente, São Paulo. Ele é conhecido por seguir perfis de políticos de direita em suas redes sociais.
Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social desde 1994, é agente administrativa em uma delegacia no Guarujá, enquanto Luciano Pery Santos Nascimento atua na Receita em Salvador, Bahia, desde 1983.
Os quatro servidores foram afastados e devem prestar esclarecimentos à PF, conforme determinação do STF. A Receita Federal informou que a auditoria sobre o vazamento foi iniciada após uma solicitação do STF em 12 de janeiro.
Em comunicado, a Receita afirmou que "desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF". Além disso, há um procedimento investigativo em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados no futuro.
A Serpro também se manifestou, esclarecendo que todos os sistemas são rastreáveis e que seus empregados não têm acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes.
O Sindifisco, que representa os auditores fiscais, expressou preocupação com o vazamento, enfatizando a importância da proteção das informações tributárias. A entidade ressaltou que, embora o acesso a dados seja parte da rotina de trabalho, a divulgação indevida é um crime que deve ser punido, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos.
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