Veja quem são os nove suspeitos de integrar 'núcleo político' do CV no Amazonas que estão foragidos
Nove suspeitos do 'núcleo político' do CV no Amazonas estão foragidos
A Polícia Civil do Amazonas identificou nove indivíduos considerados foragidos na Operação Erga Omnes, que investiga a atuação do "núcleo político" do Comando Vermelho no estado. Entre os procurados, destacam-se Allan Kleber, apontado como líder do grupo, e Núbia Rafaela Silva de Oliveira, ex-assessora parlamentar.
A operação resultou na prisão de 14 pessoas, incluindo uma ex-chefe de gabinete da prefeitura de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça. O grupo é acusado de usar empresas de fachada para o tráfico de drogas e de subornar agentes públicos para obter informações sigilosas. Desde 2018, a organização movimentou cerca de R$ 70 milhões, enfrentando investigações por lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico.
Detalhes da operação
Na última sexta-feira (20), a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito no Amazonas. A operação revelou que o grupo contava com membros em cargos públicos, facilitando suas atividades criminosas. De acordo com o delegado Marcelo Martins, as empresas de fachada eram utilizadas para facilitar o tráfico em diversos estados.
Allan Kleber afirmava ter contatos em vários órgãos públicos e não temia a prisão, pois pagava subornos para obter vantagens. Essa informação foi corroborada através de dados extraídos de um celular apreendido.
Nomes dos foragidos
Os foragidos incluem:
- Allan Kleber – considerado líder do grupo.
- Núbia Rafaela Silva de Oliveira – ex-assessora parlamentar.
Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser passadas de forma anônima pelos números 197 e (92) 3667-7575, da Polícia Civil, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).
Detidos na operação
Até o momento, oito pessoas foram presas no Amazonas e seis fora do estado. Entre os detidos estão:
- Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, acusado de vazar informações sigilosas.
- Adriana Almeida Lima – ex-secretária na Assembleia Legislativa do Amazonas, ligada a transações milionárias.
- Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil e ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, supostamente envolvida em movimentações financeiras em favor da facção.
- Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por sua participação no esquema.
- Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar, parte da rede de influência do grupo.
- Osimar Vieira Nascimento – policial militar preso por suspeita de envolvimento com o núcleo político.
- Bruno Renato Gatinho Araújo – preso e incluído na lista de investigados.
- Ronilson Xisto Jordão – detido em Itacoatiara.
Informações adicionais
Lucila Costa Meireles, presa fora do Amazonas, também é considerada integrante do núcleo político. Ela atuava como lobista e se apresentava como advogada sem registro na OAB. Mensagens analisadas indicam que ela pagou propinas a um servidor do Judiciário para obter informações de processos.
As investigações revelam que a organização movimentou aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, trabalhando em conjunto com traficantes de outros estados. Os suspeitos devem responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A defesa de Anabela Cardoso Freitas negou qualquer relação dela com atividades ilícitas. O Tribunal de Justiça do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas se manifestaram, afirmando que medidas administrativas foram adotadas e que não se responsabilizam por atos fora do âmbito institucional.
A Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo envolvido enfrentará processos judiciais e administrativos. A Prefeitura de Manaus também declarou que não é alvo da operação e que os servidores investigados responderão individualmente por seus atos.
A Câmara Municipal de Manaus e a Assembleia Legislativa do Amazonas ainda não se manifestaram sobre o caso.
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