Veja quem são os executivos do Banco Master presos pela PF
Polícia Federal realiza prisões no Banco Master
Nesta terça-feira (18), a Polícia Federal prendeu o presidente do Banco Master e quatro diretores da instituição durante uma operação que investiga um esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro. As prisões foram autorizadas pela Justiça Federal após a detecção de irregularidades pelo Banco Central (BC), que também decretou a liquidação extrajudicial do banco e a indisponibilidade de bens de seus controladores e ex-administradores.
Os detidos incluem:
Daniel Bueno Vorcaro, presidente do banco;
Luiz Antônio Bull, diretor responsável pelas áreas de risco, compliance, recursos humanos, operações e tecnologia;
Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de tesouraria;
Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio;
e Augusto Ferreira Lima, ex-CEO.
A PF informou que um dos alvos ainda possui mandado em aberto. Na operação, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões relacionados a pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas investigações.
A liquidação extrajudicial, anunciada pelo BC, interrompe automaticamente a negociação de aquisição do banco pelo grupo de investimentos Fictor Holding Financeira, que previa um aporte inicial de R$ 3 bilhões com investidores dos Emirados Árabes Unidos. O banco já havia sido analisado recentemente pelo BC, que vetou outra tentativa de compra por falta de garantias.
As investigações revelaram que o esquema consistia na criação de carteiras com títulos considerados "inexistentes" ou "insubsistentes", apresentados como créditos oriundos de decisões judiciais ou direitos a serem pagos pelo governo. Esses papéis, sem lastro comprovado, eram negociados com outras instituições do Sistema Financeiro Nacional. A PF alega que as práticas envolviam gestão fraudulenta, gestão temerária, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Durante a execução dos mandados de busca, foram apreendidos veículos de luxo, obras de arte, relógios de alta qualidade e R$ 1,6 milhão em espécie. Em um dos endereços relacionados aos investigados, em São Paulo, os agentes encontraram uma considerável quantia de dinheiro armazenada na residência.
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