Valdemar Costa Neto Valdemar Costa Neto – Wikipédia, a enciclopédia livre

Valdemar Costa Neto – Wikipédia, a enciclopédia livre

Valdemar Costa Neto GOMM, nascido em São Paulo no dia 11 de agosto de 1949, é um administrador de empresas e político brasileiro. Atualmente, ocupa o cargo de presidente nacional do Partido Liberal. Ele foi deputado federal por São Paulo em seis mandatos e renunciou após ser condenado no escândalo do mensalão.

Filho de Waldemar Costa Filho, começou sua trajetória política ao lado do pai e se elegeu deputado em 1991. Naquele mesmo ano, assumiu a liderança do PL. Durante seu tempo no Congresso, foi parte da base aliada do governo Itamar Franco, mas fez oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Na gestão de Lula, enfrentou acusações de envolvimento no mensalão e, em 2013, foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Valdemar continuou na presidência do PL e se aproximou do movimento "bolsonarista", apoiando o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Após a derrota do PL nas urnas, o partido questionou a legitimidade das urnas eletrônicas. Em 2024, foi preso novamente quando a Polícia Federal encontrou uma arma de herança familiar não registrada em sua casa.

Nascido de Emília Caran Costa, Valdemar seguiu a carreira política do pai, que foi quatro vezes prefeito de Mogi das Cruzes. Durante a gestão de Waldemar Costa Filho, Valdemar ocupou cargos importantes, como chefe de gabinete e Secretário de Obras, sendo apelidado de "boy" em Brasília por suas conexões familiares.

Ao longo de sua carreira, foi reeleito deputado federal em seis mandatos consecutivos, abrangendo os períodos de 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2005, 2007-2011 e 2011-2015. Renunciou ao seu mandato em 1º de agosto de 2005 e novamente em 5 de dezembro de 2013.

Valdemar é casado com Dana Vidal Costa e pai de Catarina Vidal Costa, além de ter outros filhos: Waldemar Augusto, Carlos Eduardo e Paulo Marcelo.

Líder do extinto Partido Liberal, Valdemar foi reeleito para a liderança da bancada por onze vezes. Durante a eleição de 1990, Paulo Maluf apresentou diversos candidatos em São Paulo, incluindo Valdemar. Após uma longa jornada, os deputados decidiram parar em um bar famoso, mas não estavam presentes quando Maluf os chamou.

Valdemar teve um papel de destaque na administração de Itamar Franco no Congresso Nacional e ficou conhecido por sua atuação fiscalizadora. Ele foi titular da CPI que investigou a privatização da VASP.

No carnaval de 1994, Valdemar se tornou um "pivô involuntário" de um escândalo envolvendo o presidente Itamar e a modelo Lílian Ramos. Ele desmentiu boatos de que ela era garota de programa e afirmou que a modelo apenas queria conhecer o presidente. Lílian chegou a considerar uma candidatura a deputada federal pelo PL, com o apoio de Valdemar.

Além disso, Valdemar denunciou irregularidades na Vigilância Sanitária e questionou a manipulação de leis que favoreciam moinhos de trigo. O PL apoiou Fernando Henrique Cardoso nas eleições de 1994, mas deixou claro que não haveria adesão automática à base governista.

Em 1995, ele se manifestou sobre o consultor americano que seria contratado para a reforma do Estado, afirmando que o Brasil precisava encontrar suas próprias soluções.

Valdemar também se posicionou contra a concentração de poder entre os partidos maiores e defendeu a necessidade de espaço para os partidos menores na política.

Ao longo dos anos, ele se destacou por suas denúncias sobre irregularidades no governo e por sua atuação em diversas comissões e votações importantes. Sua trajetória política continua a ser marcada por controvérsias e alianças estratégicas.


← Voltar para as notícias