União Europeia aprova nova dose de 7,2 mg do Wegovy para tratamento da obesidade
União Europeia aprova nova dosagem de Wegovy para obesidade
A Comissão Europeia autorizou uma nova dose de manutenção do medicamento Wegovy (semaglutida injetável), elevando o limite máximo anteriormente aprovado de 2,4 mg para 7,2 mg semanais. A informação foi divulgada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que fabrica o fármaco indicado para o tratamento da obesidade.
Essa decisão foi baseada em um parecer favorável do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia de Medicamentos, emitido em dezembro de 2025. Com a nova aprovação, médicos nos 27 países da União Europeia já podem prescrever a dosagem de 7,2 mg, que é administrada por meio de três injeções de 2,4 mg em uma única aplicação semanal.
Estudos mostram perda média superior a 20% do peso corporal
A liberação da nova dosagem se fundamentou em dois estudos clínicos avançados com duração de 72 semanas. O mais significativo, denominado STEP UP, envolveu 1.407 adultos com obesidade e sem diabetes tipo 2. Os participantes que receberam 7,2 mg do medicamento apresentaram uma perda média de 20,7% a 21% do peso corporal inicial.
Em contraste, os pacientes tratados com a dose de 2,4 mg tiveram uma redução média de 17,5%. O grupo placebo, que seguiu mudanças no estilo de vida, registrou uma perda aproximada de 2%. Conforme a empresa, cerca de um terço dos participantes que utilizaram a nova dose perdeu ao menos 25% do peso inicial.
Outro estudo, o STEP UP T2D, avaliou 512 pacientes com obesidade e diabetes tipo 2, apresentando resultados consistentes de redução significativa de peso.
Nova apresentação e segurança do tratamento
A Novo Nordisk também pediu autorização para comercializar uma caneta injetável de dose única de 7,2 mg na União Europeia. Se aprovada, essa nova apresentação pode estar disponível ainda este ano. No Reino Unido, a dosagem já foi autorizada, enquanto nos Estados Unidos, o pedido está em análise pela FDA.
Os efeitos adversos mais comuns relatados foram náuseas, diarreia e vômitos, geralmente classificados como leves a moderados e transitórios. A ampliação da dose representa uma alternativa terapêutica adicional para médicos e pacientes no controle da obesidade, condição crônica associada a diversos riscos cardiovasculares e metabólicos.
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades do setor de Saúde.
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