União Brasil União Brasil mira Câmara, sinaliza apoio a Lula no Ceará ...

União Brasil mira Câmara, sinaliza apoio a Lula no Ceará ...

União Brasil se aproxima do PT e pode dificultar plano de Ciro Gomes no Ceará

20/02/2026 08h37
Atualizado 1 dia atrás

As ambições de Ciro Gomes (PSDB) de concorrer ao governo do Ceará enfrentam novos desafios, com o ex-ministro e ex-governador vendo a possibilidade de atrair o União Brasil para sua aliança se tornando cada vez mais remota. O partido tem se voltado para o PT e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vislumbrando um apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).

O comando nacional do União Brasil tem sido contatado tanto por Ciro Gomes quanto por aliados de Lula. Apesar de ter adotado uma postura de oposição no final do ano passado, com restrições à atuação de filiados em cargos federais, a sigla se aproximou do petismo nos últimos meses, especialmente na região Nordeste.

Integrantes da cúpula nacional do União Brasil afirmam que a prioridade atual da legenda é a eleição do maior número possível de deputados federais, e os acordos regionais serão moldados com esse foco. Nesse contexto, a presidência nacional, liderada por Antonio Rueda, considera a aliança com o PT no Ceará mais vantajosa do que a parceria com Ciro Gomes.

Flávio Bolsonaro intensifica sua pré-campanha ao Planalto

Flávio Bolsonaro realiza sua terceira agenda internacional nos EUA, após visitas ao Oriente Médio e à França. O senador busca reforçar sua imagem como sucessor do bolsonarismo, estabelecer conexões com a direita global e preparar palanques estaduais para 2026.

Após conseguir um vice alinhado a Paes, aliado de Lula, Washington Reis afirmou que estará com o ex-presidente na eleição, mas enfatizou a intenção de evitar a nacionalização do pleito.

Cenário em Pernambuco e Bahia

Em Pernambuco, a situação é semelhante, mas com maiores obstáculos. O União Brasil deseja apoiar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), para o governo, mas enfrenta a resistência do PP, que apoia a governadora Raquel Lyra (PSD) em sua tentativa de reeleição.

Na Bahia, a federação parece se direcionar para uma posição de oposição ao PT, com a candidatura de ACM (União Brasil) para governador contra o atual ocupante do cargo, Jerônimo Rodrigues (PT).

Divisões internas no Ceará

Localmente, o União Brasil está dividido sobre o apoio a Ciro. Os deputados federais Moses Rodrigues e Fernanda Pessoa, além de prefeitos do interior, estão inclinados a uma aliança com o PT. Em contrapartida, Danilo Forte e o ex-deputado Capitão Wagner defendem um acordo com Ciro e o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A oposição já começou a delinear a distribuição de espaços em sua aliança. A proposta é que Ciro dispute a governadoria, Capitão Wagner busque uma vaga no Senado, enquanto o ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) e o PL ocupem as posições de vice-governador ou senador.

Ciro Gomes se reuniu no início de fevereiro com Antonio Rueda e Ciro Nogueira (PP), mas ainda não obteve a confirmação do apoio da federação à sua candidatura.

Danilo Forte, anfitrião do jantar, comentou sobre a necessidade de Ciro demonstrar que possui candidatos a deputados federais mais competitivos que os do grupo que apoia o PT.

Ciro se comprometeu a filiar seus principais aliados ao União Brasil, e não ao PSDB, para garantir o apoio da federação, mas a direção da sigla aguarda a concretização dessa promessa para decidir sobre o apoio.

O PP no estado possui uma maioria favorável ao PT, mas a tendência é que a decisão de apoio recaia sobre o União Brasil, que conta com um número maior de deputados federais.

O União Brasil, que planeja formar uma federação com o PP, ainda não decidiu sua posição em relação à presidência. Existe uma tendência de neutralidade nas eleições, mas mesmo com a possibilidade de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alianças locais com o PT devem ser permitidas.

Os acordos regionais devem se tornar mais claros a partir do final do mês, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronunciará sobre o pedido de formação da federação.

Enquanto isso, Ciro tem evitado antecipar sua candidatura, afirmando que é cedo para decidir. O PSDB, por sua vez, refuta a possibilidade de ele não se candidatar.


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