União Brasil União Brasil mira bancada de deputados, sinaliza apoio a ...

União Brasil mira bancada de deputados, sinaliza apoio a ...

União Brasil busca fortalecer sua bancada e apoia PT no Ceará, impactando Ciro Gomes

O União Brasil está focado em ampliar sua bancada de deputados e sinaliza apoio ao PT no Ceará, o que pode prejudicar as aspirações de Ciro Gomes. O partido, que tem se aproximado de Lula, considera apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas. No entanto, em Pernambuco, a aliança com o PT enfrenta resistência do PP, que deve formar uma federação com o União Brasil. Na Bahia, a tendência é de oposição ao PT.

As intenções de Ciro Gomes (do PSDB) de concorrer ao governo do Ceará estão sendo dificultadas, já que o ex-ministro e ex-governador busca atrair o União Brasil para sua aliança. O partido, por sua vez, está mais inclinado a se aliar ao PT, especialmente no contexto eleitoral do estado.

A cúpula nacional do União Brasil tem sido contatada tanto por Ciro Gomes quanto por aliados de Lula. Embora tenha adotado uma postura de oposição no final do ano passado, a legenda se aproximou de Lula nos últimos meses, principalmente na região Nordeste.

Membros da liderança do União Brasil afirmam que o principal objetivo é eleger o maior número possível de deputados federais. Por esse critério, a aliança com o PT no Ceará é vista como mais vantajosa do que uma aliança com Ciro Gomes.

Em Pernambuco, a situação é mais complexa. O União Brasil deseja apoiar o prefeito do Recife, João Campos (do PSB), para governador, mas enfrenta a resistência do PP, que é aliado da governadora Raquel Lyra (do PSD), que tentará a reeleição.

Na Bahia, a federação parece estar se preparando para fazer oposição ao PT, com a candidatura de ACM (do União Brasil) ao governo, desafiando o atual governador Jerônimo Rodrigues (do PT).

Internamente, o União Brasil apresenta divisões sobre o apoio no Ceará. Deputados federais como Moses Rodrigues e Fernanda Pessoa, assim como prefeitos da região, preferem uma aliança com o PT. Em contraste, Danilo Forte e o ex-deputado Capitão Wagner defendem um acordo com Ciro Gomes e o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A oposição já começou a delinear os espaços a serem distribuídos entre os partidos da aliança. A proposta é que Ciro dispute o governo, Capitão Wagner concorra ao Senado, e Roberto Cláudio (do União Brasil) e o PL ocupem cargos de vice-governador ou senador.

Ciro Gomes se reuniu recentemente com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira (do PP), mas ainda não garantiu o apoio da federação à sua candidatura.

Os líderes da federação ressaltam que Ciro precisa demonstrar que possui candidatos mais competitivos para a Câmara dos Deputados em comparação ao grupo que apoia o PT. Ele teria se comprometido a filiar seus principais aliados ao União e não ao PSDB para assegurar o apoio, mas a direção do União aguarda a concretização dessa promessa.

O PP no estado possui uma maioria favorável ao PT e a Lula, mas a decisão final deve ser tomada pelo União Brasil, que conta com um número maior de deputados federais.

Ainda não há definição sobre o apoio do União Brasil nas eleições presidenciais. Existe uma tendência de que o partido mantenha uma postura neutra, mesmo que eventualmente considere apoiar Flávio Bolsonaro (do PL-RJ), enquanto algumas alianças locais com o PT possam ser permitidas.

Os acordos regionais devem começar a se esclarecer até o final do mês, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifestará sobre o pedido de formação de federação entre o União Brasil e o PP.

Ciro Gomes tem evitado antecipar sua candidatura, afirmando que é um momento inicial de conversas internas sobre a questão.

O PSDB, por sua vez, descarta a possibilidade de Ciro não se candidatar.


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