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Um tiranossauro deixou seu dente no crânio da presa – e o fóssil preservou o ataque

Um dente fossilizado revela um ataque de tiranossauro

66 milhões de anos, um grande herbívoro da América do Norte enfrentou um dos maiores predadores da Terra em um encontro fatal.

Um fóssil raro de Edmontossauro, com um dente de Tiranossauro incrustado no focinho, revela a brutalidade e as táticas de caça desse predador. A descoberta, realizada em Montana e publicada na revista PeerJ, confirma que o T-Rex era um caçador ativo, desafiando a ideia de que ele era apenas um carniceiro.

O fóssil foi encontrado na Formação Hell Creek, uma área rica em fósseis do final do Cretáceo. O espécime, designado como MOR 1627, é um crânio quase completo de um Edmontossauro adulto, que ficou armazenado no Museu das Montanhas Rochosas até que pesquisadores notaram um detalhe curioso: um dente quebrado de tiranossauro incrustado no osso nasal.

Esse tipo de preservação é incomum, pois, normalmente, os dentes quebrados não sobrevivem ao processo de fossilização. Para que isso ocorra, o dente precisa permanecer estável no osso até ser soterrado.

A análise do dente revelou características que confirmaram sua origem como um tiranossauro, com um crânio entre 86 centímetros e 1,12 metro de comprimento, sugerindo um peso entre 1,8 e 6 toneladas.

Exames por tomografia computadorizada mostraram que o dente de 2,2 centímetros de altura penetrou o osso em um ângulo inclinado. A ausência de cicatrização ao redor indica que o Edmontossauro provavelmente morreu instantaneamente após a mordida.

Além disso, o crânio apresenta mais de 23 marcas de mordida, sugerindo que o tiranossauro consumiu parte da carne após a morte da presa.

A posição do dente no fóssil sugere um ataque frontal, comum entre grandes carnívoros modernos, como leões e crocodilos. Este comportamento predatório implica que o tiranossauro não apenas se alimentou de um cadáver, mas efetivamente caçou seu alvo.

O poder envolvido na mordida foi imenso, confirmando a força da mandíbula do T-Rex, uma das mais poderosas da história.

Apesar das marcas de mordida, o crânio permanece intacto, indicando que o tiranossauro pode ter abandonado a carcaça após se alimentar, um comportamento observado em predadores atuais que evitam deixar partes menos nutritivas para trás.

Essa descoberta contribui para o debate sobre a natureza do Tiranossauro, reforçando a ideia de que ele era um caçador ativo, não apenas um necrófago, e documentando um episódio de predação seguido de consumo parcial da presa.


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