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Trump usa Conselho de Paz para garantir poder total em Gaza

Documentos exclusivos revelam que os planos de Donald Trump para Gaza excluem os palestinos, enquanto incluem Benjamin Netanyahu no Conselho de Paz.

O Conselho de Paz, anunciado oficialmente por Trump em Davos, na Suíça, está elaborando um extenso plano para que um governo sob apoio dos EUA assuma o controle de Gaza, conforme um esboço de resolução do Conselho.

A documentação, datada de 22 de janeiro de 2026 e intitulada "Resolução No. 2026/1", foi obtida por parceiros do Drop Site News e confirma discussões em andamento entre Israel e os EUA para implementar uma nova estrutura de governo na região.

A resolução detalha uma autoridade governamental que terá controle absoluto sobre os poderes legislativo, executivo e judicial em Gaza, incluindo "poderes de emergência". O objetivo é transformar Gaza em uma "zona livre de terror, desradicalizada e desmilitarizada".

Embora o documento não esteja assinado, há um espaço reservado para a assinatura de Trump como presidente do Conselho de Paz. A formalidade da resolução e sua versão final ainda são incertas.

Os metadados indicam que o documento foi criado em meados de dezembro pelo Departamento de Estado, e sua data coincide com a participação de Trump no Fórum Econômico Mundial. O Departamento de Estado não comentou sobre a resolução.

A minuta estabelece uma hierarquia para o Conselho de Paz, com Trump como presidente e um conselho executivo com amplos poderes, incluindo a capacidade de promulgar novas leis e modificar ou revogar legislações anteriores.

O conselho executivo já conta com sete nomes anunciados anteriormente, incluindo Marco Rúbio e Tony Blair, além de dois novos integrantes: Susan Wiles, chefe de gabinete de Trump, e Martin Edelman, advogado e assessor especial dos Emirados Árabes Unidos.

Um Conselho Executivo de Gaza também será formado, com função consultiva.

A resolução propõe a criação de uma Comissão Nacional de Administração de Gaza (CNAG), composta por palestinos sob a supervisão de um Alto Representante, que será Nickolay Mladenov, ex-enviado da ONU. A CNAG será presidida por Ali Shaath, ex-funcionário da Autoridade Palestina. Nenhum palestino faz parte do Conselho de Paz, enquanto Netanyahu, que enfrenta acusações de crimes de guerra, está incluído.

Críticos apontam que o conselho parece uma tentativa de contornar a supervisão da ONU e operar sob a exclusiva autorização de Trump.

Martin Griffiths, ex-subsecretário-geral da ONU, criticou a falta de representação e responsabilização no Conselho, destacando o poder irrestrito de Trump e a mínima participação palestina.

A minuta afirma que apenas aqueles que apoiam a criação de uma Gaza desradicalizada deverão participar de atividades governamentais, enquanto exclui indivíduos com histórico de colaboração com Hamas.

O projeto do Conselho de Paz contempla "zonas humanitárias" e "corredores controlados de proteção civil", patrulhados pela Força Internacional de Estabilização, com acesso restrito a pessoas aprovadas.

Embora declare que "ninguém será obrigado a deixar Gaza", o acesso a recursos e ajuda humanitária estará condicionado ao cumprimento do "Plano Abrangente".

Griffiths comentou que os palestinos estão sendo reduzidos a "implementadores de decisões alheias", enquanto Israel possui um lugar de destaque nas negociações.

A resolução entrará em vigor imediatamente após a assinatura.

Esta matéria foi publicada por parceiros do Drop Site News e traduzida por Deborah Leão.


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