“Trump, o amável…”
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Vicente Serejo
Foi um prazer reencontrar, na confusão desta mesa – publicado na edição de 11 de janeiro de 2026 – o artigo de Ricardo Araújo Pereira, impregnado de ironia, começando pelo título: “Como é belo o amor por Trump”. Ricardo integra o ‘Coletivo Português Gato Fedorento’, conhecido por seu humor afiado. Com cortes irônicos, ele revela o “lado bom de Donald Trump”, que só invade países com líderes corruptos.
Ele sugere que se observem as boas qualidades do estadista. Trump não usa a força bruta de seu vasto arsenal bélico, o maior do mundo, e, como pacifista convicto, não incita conflitos. Além disso, seus planos de anexar a Groelândia aos Estados Unidos não são tão graves. Se for fixar um preço, o Trump generoso abrirá os cofres do Tesouro para pagar o que o povo da Groelândia considerar justo.
Uma das capas de revistas – não lembro se foi ‘Veja’, ‘Isto É’ ou ‘Carta Capital’ – fez uma montagem com Trump brincando com o mundo, como na famosa cena de Chaplin em ‘O Grande Ditador’. Sentado no Salão Oval, cercado por assessores, ele encena o delírio que, no cinema, era uma alegoria, mas que se reflete na realidade do poder.
Cada época tem o tirano que merece. Antes, tínhamos reis déspotas como Luís XVI, que invadiu o parlamento francês com seus galgos, gritando “L’État, c’est moi!” – “O Estado sou eu!”. Hoje, temos Donald Trump, que não quer ser apenas o imperador dos ianques, mas o Imperador do mundo.
É importante lembrar que, mesmo na maior democracia, os ditadores contemporâneos podem chegar ao poder por meio do voto, embora a eleição seja legítima, como é o caso atual. Uma vez no poder, abandonam suas promessas e se entregam ao desejo de perpetuação, acreditando que pesadelos oferecem mais do que sonhos.
Daqui para frente, o modelo será o que estudiosos previram antes de Trump: conflitos localizados, patrocinados pelas grandes potências, sempre com fundo econômico. Estamos diante de um novo modelo de Guerra Mundial. Não é à toa que Trump considerou o ‘Departamento de Defesa’ muito fraco e, nos primeiros dias na Casa Branca, o rebatizou de ‘Departamento de Guerra’.
NÃO – Uma fonte do núcleo central do PT afirmou que o governo não pode cair em mãos adversárias. Essa mesma opinião foi expressa por Carlos Eduardo Xavier, o Cadu.
MAIS – Para essa fonte, deixar o governo nas mãos de dois grupos rivais do PT seria um erro: “A força do governo é tão grande que uniria Álvaro Dias e Allyson Bezerra contra nós, os petistas”.
FORÇA – Questionado sobre a sólida situação eleitoral do PT, a fonte não hesitou: “Na proporcional, Natália Bonavides deve ser a deputada federal campeã de votos”.
SILÊNCIO – De JLM, por e-mail, logo cedo, acompanhando o jornalismo local: “A julgar pelo silêncio, ninguém no Rio Grande do Norte ganha além do teto. Somos, então, um exemplo”.
ALIÁS – Segundo alguns analistas, o Congresso deve aprovar leis para legalizar penduricalhos. Câmara e Senado estarão solidários, basta passar o turbulento ano eleitoral.
FAZENDA – A distribuidora que atende Natal não consegue mais entregar a revista Veja às bancas nem na quarta-feira. As revistas mensais atrasam, às vezes, por até duas semanas.
POESIA – Ruy Espinheira Filho, no poema ‘Depois’: “Depois, saiu cantando pela tarde. / Alguém cantava, longe, acalentando / os escombros do ocaso. E até onde / ele chegara se chamava vida”.
GLÓRIA – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, observando a vida escoando nas ladeiras de Felipe Camarão: “A glória não está nas colunas sociais”.
HISTÓRIA – Amanhã, às 12h, no Sebo Vermelho, na **Av.
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