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Trump não deve conseguir mudar o regime iraniano só com bombardeios, diz especialista

Trump não deve conseguir mudar o regime no Irã só com bombardeios, diz especialista

O conflito no Golfo entre os Estados Unidos e o Irã continua a se desenrolar, com a morte do líder supremo do Irã Ali Khamenei e a resposta militar do país. O especialista Ronaldo Carmona avalia que a possibilidade de mudança de regime no Irã é muito baixa e que o conflito não é uma solução viável.

"O Irã é um país que tem uma forte capacidade militar e a capacidade de reação é enorme", explica Carmona. "Se os Estados Unidos tentarem mudar o regime no Irã com bombardeios, é provável que o Irã seja capaz de responder de maneira forte e que a guerra não duraria muito."

Carmona também destaca que a China é um país que condena fortemente a violação da soberania do Irã e que não se envolve diretamente no conflito. "A China é um país que não pode se envolver diretamente no conflito, nem deseja", diz o especialista.

Além disso, Carmona afirma que a economia mundial pode entrar em recessão como consequência da guerra, mas que a capacidade de o Brasil se equilibrar com as consequências econômicas não é uma preocupação principal.

"Agora, o Brasil tem que se equilibrar com as consequências econômicas, mas não é uma preocupação principal", explica Carmona. "Nós podemos falar de uma forma mais ampla dos ensinamentos em termos militares. Tanto o episódio da Venezuela quanto o do Irã mostram que um país precisa possuir capacidade de se defender, de dissuadir uma agressão, mesmo de uma potência militarmente superior a você. Isso é uma lição que o Brasil tem a tirar."

Carmona também destaca que a posse nuclear da Rússia e a expansão militar da China são um desafio para a segurança internacional e que a posição do Brasil é de não se envolver diretamente no conflito, mas de condenar fortemente a violação da soberania do Irã.

"O Brasil condena fortemente a violação da soberania do Irã e não se envolve diretamente no conflito", afirma Carmona. "Nós temos que nos esforçar para manter a paz e a segurança internacionais e não se envolver em conflitos que possam prejudicar a segurança dos outros países."


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