Trump: Jamais permitirei que Irã possua arma nuclear
Trump: Irã não terá arma nuclear
Na noite desta terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não permitirá que o Irã desenvolva sua própria arma nuclear.
Ao acusar o país persa de insistir em se armar, Trump relembrou o ataque coordenado pelos EUA e Israel em junho de 2025, que teve como alvo instalações nucleares iranianas.
"Após a operação Martelo da Meia-Noite, os iranianos foram avisados para não tentarem reconstruir seu programa de armas, especialmente as nucleares. Mas eles continuam. Recomeçaram tudo, nós arrasamos com tudo e eles querem começar de novo", declarou.
Em seu discurso sobre o Estado da União, o republicano enfatizou que existem negociações em andamento, mas reiterou que "não posso deixar isso acontecer" ao se referir à possibilidade de o Irã conseguir uma arma de destruição em massa.
"Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: 'nunca teremos uma arma nuclear'", acrescentou Trump.
Ele expressou sua preferência por resolver a situação por meio da diplomacia, mas deixou claro: "jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo possua uma arma nuclear. Não posso deixar isso acontecer."
Trump também mencionou que o Irã é responsável pela morte de 32 mil manifestantes em protestos contra o regime.
O discurso do Estado da União oferece ao presidente a chance de destacar os principais feitos de seu governo. Este evento é realizado em uma sessão conjunta do Congresso e transmitido pela televisão em horário nobre.
A fala deste ano ocorre em um contexto conturbado para a administração de Trump. Uma pesquisa da CNN revelou que 32% dos americanos acreditam que o presidente tem focado nas prioridades corretas, enquanto 68% pensam que ele não tem dado atenção suficiente aos problemas mais relevantes do país.
Tensão entre Irã e Estados Unidos
Trump voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo para todas as partes". O líder americano informou que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
As autoridades iranianas, por sua vez, rejeitaram a ideia de negociar sob pressão dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão prontas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada nas tensões entre Irã e EUA teve início no começo deste ano, com a repressão a protestos antigovernamentais em janeiro, em resposta à inflação desenfreada. A população iraniana se revoltou, saindo às ruas em manifestações contra o regime.
Trump reiterou que "atacaria com força total" se o governo iraniano reprimisse violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".
Durante os protestos, um bloqueio da internet foi imposto e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, declarou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".
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