Trump diz que não havia plano de evacuação para americanos antes de ataques
Trump afirma que não havia plano de evacuação para americanos antes dos ataques
O presidente Donald Trump declarou nesta terça-feira (3) que não existia um plano de evacuação para os americanos no Oriente Médio antes dos recentes ataques conjuntos dos EUA e Israel no Irã. Ele justificou que a operação militar ocorreu de forma tão rápida que não foi possível organizar esforços de evacuação previamente.
“Porque tudo aconteceu muito rápido”, comentou Trump a repórteres no Salão Oval, ao ser questionado sobre a situação de milhares de americanos na região e a ausência de um plano de evacuação.
De acordo com fontes militares, os EUA destruíram mais de 1.700 alvos no Irã.
O presidente não se aprofundou na logística para auxiliar os cidadãos americanos no exterior, mencionando que poderia consultar o Secretário de Estado Marco Rubio. No entanto, ele ressaltou que a expectativa era de que enfrentariam uma situação em que seriam atacados, referindo-se à preparação do Irã para atacar Israel e outros países.
Essas declarações ocorrem em um contexto de crescente preocupação com a segurança dos cidadãos americanos na área. O Departamento de Estado dos EUA recomendou que os cidadãos no Oriente Médio "deixem o país imediatamente" por meios comerciais. Contudo, a maioria pode ter dificuldade em partir rapidamente, já que muitas companhias aéreas suspenderam seus voos na região. Até o momento, o governo dos EUA não iniciou operações de evacuação para seus cidadãos.
Situação no Oriente Médio
Os EUA e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã, em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que têm bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal do Irã informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques realizados pelos EUA e Israel.
Após a notificação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a retaliação pelos ataques como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump advertiu o Irã contra ações retaliatórias, afirmando: "é melhor que eles não façam isso, porque, se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As hostilidades entre as partes continuam a se intensificar. Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques ao Irã prosseguiriam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!"
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