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Trump anuncia morte do líder supremo do Irã: como Ali Khamenei controlou o poder no país por quase 4 décadas

Trump anuncia morte do líder supremo do Irã

O presidente Donald Trump anunciou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques realizados pelos EUA e Israel. A confirmação veio da mídia estatal iraniana, que também declarou um luto de 40 dias no país.

Em um comunicado, Trump afirmou que "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, morreu. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas também para muitos americanos e cidadãos de outros países que sofreram por sua causa".

Inicialmente, autoridades iranianas negaram as informações, afirmando que Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estavam "sãos e salvos", caracterizando as notícias como uma "guerra psicológica" promovida por inimigos do país.

Khamenei, que já havia sido alvo de ataques israelenses, enfrentou em janeiro um dos maiores desafios ao seu governo desde a Revolução Islâmica de 1979. Manifestações em massa geraram uma crise de legitimidade, resultando na morte de milhares de pessoas durante a repressão das forças de segurança.

Trump havia ameaçado ações militares em resposta à morte de manifestantes, enquanto o governo iraniano declarou estar aberto ao diálogo, mas preparado para a guerra.

Khamenei acusou os EUA de utilizar "mercenários traidores" para instigar os protestos, e tanto Trump quanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu expressaram o desejo de mudança de regime no Irã. As tensões aumentaram, com o Irã sendo acusado de desenvolver secretamente armas nucleares, o que o país nega, afirmando que seu programa é pacífico.

Os ataques de sábado representaram uma mudança drástica na situação. Trump destacou que Khamenei foi incapaz de evitar os ataques devido à inteligência avançada dos EUA e de Israel, chamando isso de uma grande oportunidade para o povo iraniano.

A trajetória de Ali Khamenei no poder

Ali Khamenei foi o segundo líder supremo do Irã desde 1979, ocupando o cargo desde 1989. Durante quase quatro décadas, ele exerceu um poder político significativo, vetando políticas públicas e nomeando candidatos a posições de destaque.

Nascido em Mashhad em 1939, Khamenei cresceu em uma família religiosa e recebeu formação religiosa desde jovem. Ele se opôs ao xá Reza Pahlavi, sendo preso diversas vezes e vivendo na clandestinidade.

Após a Revolução Islâmica, Khamenei tornou-se líder da oração em Teerã e foi eleito presidente em 1981. Sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1981 e se tornou uma figura central na política iraniana. Ao assumir o cargo de líder supremo após a morte de Khomeini, ele enfrentou desafios significativos, como a guerra com o Iraque e os protestos sociais.

Khamenei consolidou seu poder ao criar alianças com figuras chave em diversas instituições, incluindo o judiciário, a polícia e a Guarda Revolucionária. Sua postura em relação aos EUA e ao Ocidente se tornou mais hostil ao longo dos anos, especialmente após os ataques de 11 de setembro.

Durante sua liderança, o Irã passou por várias crises, incluindo protestos massivos em 1999, 2009, 2019 e 2022, que resultaram em repressão violenta. Khamenei, embora tenha admitido mortes durante essas revoltas, frequentemente acusou inimigos externos de incitar a violência.

A gestão da pandemia de COVID-19 também foi controversa, com Khamenei proibindo vacinas americanas e britânicas, alegando que o vírus poderia ter sido projetado para atingir o Irã.

A vida pessoal de Khamenei e seu legado

Khamenei, que raramente viajava para o exterior e vivia de forma simples em Teerã, era casado e tinha seis filhos. Seu filho mais conhecido, Mojtaba, é considerado uma figura influente e um possível sucessor.

Mojtaba, que estudou em escolas de prestígio, ganhou notoriedade após ser acusado de interferência nas eleições de 2004. Desde então, sua influência na política iraniana cresceu, embora as informações sobre a família Khamenei sejam escassas.

Embora Khamenei não possa simplesmente passar o poder para seu filho, Mojtaba ocupa uma posição poderosa, o que levanta questões sobre a futura liderança do Irã.


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