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Treinador demonstra tristeza com morte de Cauã Batista: “Fez muito por mim”

Lamentação de Luan Dias pela perda de Cauã Batista

Luan Dias, treinador de taekwondo, expressou sua tristeza nas redes sociais pela morte de seu aluno, Cauã Batista Gomes, que faleceu aos 18 anos na última terça-feira, 25. Em um relato tocante, ele destacou como a relação entre mentor e aluno é, na verdade, uma via de mão dupla.

Cauã fez muito mais por mim do que eu por ele”, afirmou Luan em sua postagem.

Cauã foi o primeiro aluno infantil de Luan, começando sua jornada no taekwondo com apenas 8 ou 9 anos. Após muita insistência do jovem, o treinador, inicialmente relutante, acabou cedendo. A partir de então, os dois formaram um laço indissolúvel, passando quase uma década juntos.

Para Luan, Cauã não era apenas um aluno, mas um exemplo a ser seguido dentro e fora do dojang. A Soares Team, equipe onde o atleta atuava, também lamentou a perda, descrevendo-o como "um atleta admirável, competidor incansável e um verdadeiro lutador da vida". A equipe ressaltou que sua partida deixa uma dor imensa, mas também um legado de garra e determinação.

A conexão entre os dois era tão forte que Luan considerava Cauã um grande companheiro em sua rotina. “Agora que meu 'casca de bala' se foi, resta organizar minha desorganização e continuar o legado. Como diria sua música favorita, mesmo sem seu artista principal, o show tem que continuar", refletiu.

Luan recordou como inicialmente hesitava em aceitar Cauã na turma, onde predominavam adultos pesados e graduados. No entanto, a persistência do jovem fez com que ele mudasse de ideia. “Ele apanhou muito, mas com o tempo se tornou parte vital da minha jornada como professor”, lembrou.

Cauã era autodidata e sempre buscava aprender mais, trazendo novas ideias para as aulas. Ele ajudava colegas, desde iniciantes até faixas pretas, e não hesitava em complementar o que Luan ensinava, mesmo que isso gerasse julgamentos.

Após 10 anos sem conquistar medalhas, a paixão de Cauã pela arte marcial nunca vacilou. Luan recordou momentos em que o jovem chegava machucado e chorando, pedindo conselhos, e como sempre se esforçava para treinar, mesmo em datas festivas.

Um dia antes do trágico acidente, Luan havia levado Cauã para malhar, onde ele se destacou, fazendo exercícios intensos. O treinador lembrou que Cauã detestava lutas leves e sempre buscava desafios.

“Ele fez muito mais por mim do que eu por ele. Tive a oportunidade de viver ao lado de alguém tão especial”, concluiu Luan, reafirmando a importância de Cauã em sua vida e na vida da equipe.


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