Transmissão: Aneel aprova edital de leilão que prevê R$ 570 milhões no RN
Transmissão de Energia no RN: Leilão Aprovado pela Aneel
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do primeiro leilão de transmissão de energia elétrica de 2026, que promete movimentar cerca de R$ 570 milhões no Rio Grande do Norte. O evento ocorrerá no dia 27 de março de 2026, na sede da B3, em São Paulo, e traz novas esperanças para o setor de energias renováveis, sem, no entanto, atender totalmente à necessidade de expansão da infraestrutura de transmissão no estado, que é um dos principais polos do Brasil.
Segundo a Aneel, o leilão não incluirá a construção de novas linhas de transmissão ou aumento da capacidade de transformação no estado, o que limita as intervenções. Os projetos contemplam o Lote 3, nos sublotes 3A e 3D, com a implantação de dois compensadores síncronos em subestações de 500 kV: um em Ceará-Mirim II e outro em Assú III, ambos com capacidade de –200/+300 Mvar. Esses equipamentos visam aumentar a estabilidade do sistema elétrico e melhorar o escoamento da energia, especialmente em regiões com fontes renováveis.
Sérgio Azevedo, presidente da Comissão de Energias Renováveis da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), comenta que, embora o leilão seja um passo positivo, o setor enfrenta desafios, como restrições operativas e insegurança regulatória. Ele destaca que os compensadores abordam um problema técnico relevante, melhorando a estabilidade e o controle de tensão em uma rede com alta penetração de fontes intermitentes.
Azevedo alerta que os investimentos não resolverão todos os problemas do setor, sendo necessário um planejamento integrado da expansão da transmissão e melhorias na previsibilidade regulatória.
Para Williman Oliveira, presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER), a perspectiva é otimista. Ele acredita que os novos equipamentos poderão minimizar os problemas enfrentados pelos geradores, aumentando a estabilidade das redes de transmissão e reduzindo desligamentos por excesso de energia injetada.
O governo estadual considera o projeto estratégico para a expansão das energias renováveis. Hugo Fonseca, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, afirma que a demanda por compensadores já havia sido identificada, e os equipamentos são essenciais para a estabilidade do sistema, especialmente em um cenário de grande expansão das fontes renováveis.
Ele ressalta que a execução do projeto deve ajudar a eliminar gargalos operacionais, criando um ambiente mais seguro para novos investimentos em geração renovável.
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