Toque no braço e pênalti: ex-árbitros opinam sobre polêmicas do Choque-Rei
Polêmicas do Choque-Rei: Ex-árbitros comentam lances controversos
O UOL consultou ex-árbitros para discutir os lances polêmicos que marcaram a vitória do Palmeiras sobre o São Paulo por 2 a 1, ocorrida na semifinal do Campeonato Paulista.
O primeiro lance em destaque ocorreu no início do segundo tempo, quando o Palmeiras liderava por 1 a 0. Lucas tentou uma jogada pela esquerda, e a bola tocou no braço de Gustavo Gómez. A árbitra Daiane Muniz decidiu seguir com o jogo, e o VAR, comandado por Thiago Duarte Peixoto, não sugeriu revisão.
Para Renato Marsiglia, a proximidade entre o chute e o braço do defensor torna impossível a intenção de evitar o toque. Ele argumenta que o braço aberto é natural para o equilíbrio do jogador e, portanto, não marcaria pênalti.
Alfredo Loebeling tem uma visão diferente, afirmando que o movimento do braço não era natural e que, em situações semelhantes, penalidades têm sido marcadas.
Guilherme Ceretta, que atua como árbitro nos EUA, destaca que a velocidade e a proximidade do lance tornam a falta irrelevante, embora admita que pênaltis já foram marcados em situações parecidas, o que gera pressão para decisões mais rigorosas.
Por outro lado, Ulisses Tavares acredita que o braço aberto de Gustavo Gómez estava criando espaço, o que, em sua opinião, justifica a marcação do pênalti.
No segundo lance polêmico, já com o jogo 2 a 0 para o Palmeiras, Marlon Freitas atingiu o rosto de Bobadilla com o braço, resultando em um pênalti que gerou controvérsia entre os palmeirenses. Calleri converteu a cobrança, aumentando a tensão na partida.
Renato Marsiglia questionou a decisão, buscando entender o motivo da marcação. Alfredo Loebeling observou que a falta, se fosse em outro local do campo, não teria gerado discussão, mas como ocorreu na área, o debate se intensificou. Guilherme Ceretta complementou que a decisão anterior da árbitra influenciou a marcação do pênalti.
Ulisses Tavares considerou a ação involuntária, enquanto João Paulo Araújo minimizou a falta, acusando Bobadilla de simulação.
O Palmeiras garantiu a vitória por 2 a 1 na Arena Crefisa Barueri, com Maurício e Flaco López anotando os gols, e Calleri descontando para o São Paulo.
Agora, o Alviverde enfrentará o Novorizontino na final do torneio, com o primeiro jogo marcado para a próxima quarta-feira, em Barueri, e o segundo, no domingo, em Novo Horizonte.
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