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TJSP mantém embargada obra em mansão do dono da Cimed

A construção da mansão do bilionário João Adibe, proprietário da Cimed, segue embargada após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A obra foi interrompida em dezembro do ano passado, em resposta a uma ação movida pela associação de moradores do bairro Jardins e um vizinho banqueiro, que alegaram irregularidades e impactos em suas propriedades.

De acordo com a AME Jardins, a interrupção foi necessária devido a diversas inconformidades na construção, como apontado pelo portal Metropóles. A Justiça, em primeira instância, acatou o pedido e decidiu paralisar a obra, mesmo com a defesa afirmando que a construção já estava finalizada e apenas passava por "ajustes decorativos".

Além disso, o Condephaat recebeu autorização para realizar uma vistoria completa no local, considerando que o bairro possui tombamento. A expedição do documento que certifica a conclusão da obra e libera o uso do imóvel havia sido vedada, embora a prefeitura já o tivesse emitido anteriormente. Os desembargadores esclareceram que tal documento não garante a regularidade da construção.

Em resposta ao descumprimento das normas, a prefeitura solicitou a abertura de um inquérito por desobediência na Polícia Civil. Em janeiro, a prefeitura comunicou ao Metropóles que o documento havia sido suspenso, justificando que a obra foi realizada em desacordo com o projeto aprovado.

João Adibe é considerado o 86° homem mais rico do Brasil, com um patrimônio estimado em R$ 5,2 bilhões, segundo a revista Forbes. Ele também é mencionado como um possível futuro presidente do Palmeiras.


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