Terreno da Codesaima tem tapumes e madeiras furtados
Terreno da Codesaima é alvo de furto
Um terreno pertencente à Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima), situado no conjunto residencial Cambará, em Boa Vista, sofreu o furto de tapumes metálicos e madeiras no último fim de semana. A área está em disputa judicial entre o órgão e moradores que alegam ter adquirido parte do terreno.
Conforme o procurador da Codesaima, Pedro Bento Neto, as investigações apontam que o furto ocorreu no último domingo (22), o único dia da semana em que não houve fiscalização no local. Ele informou que um Boletim de Ocorrência foi registrado para apurar o ocorrido.
“Na segunda-feira, ao retomar a fiscalização, constatou-se que muitos tapumes instalados foram não apenas removidos, mas subtraídos. Não temos informações sobre quem cometeu esse crime contra o patrimônio da companhia. Já tomamos providências de ordem policial e comunicamos à polícia sobre o evento criminoso. Também estamos promovendo a defesa do patrimônio público junto ao Ministério Público”, explicou o procurador.
O terreno é da Codesaima desde uma decisão judicial de agosto de 2025, proferida pela 4ª Vara Cível de Boa Vista. No local, existem residências e um comércio que, segundo Pedro, não foram afetados pela liminar, pois já estavam com obras em andamento.
Durante uma visita ao local, a equipe da FolhaBV conversou com uma moradora que afirmou ter adquirido parte do terreno. Ela, que preferiu não se identificar, relatou que os tapumes foram retirados na noite de domingo, sem saber quem cometeu o furto.
Habitante da área há mais de duas décadas, ela afirmou possuir documentos que comprovam a compra e venda regular das terras, mas o título definitivo não foi concedido devido a questões burocráticas. A moradora também mencionou que a delimitação da área foi feita de maneira irregular, bloqueando uma rua.
O procurador esclareceu à FolhaBV que o terreno está sob a posse da Codesaima desde maio de 1990 e que, ao longo dos anos, enfrentou invasões, as quais foram interrompidas após a liminar a favor da instituição.
Diante do contexto, o órgão suspeita que o furto possa ter sido uma estratégia para desobstruir a área e descumprir a decisão judicial, facilitando o acesso ao local.
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