Terras raras: quais as melhores oportunidades para investir no tema? XP aponta ativos
Terras raras: oportunidades de investimento em destaque
26/02/2026 13h38
Atualizado há 5 minutos
O tema das terras raras ganha destaque nos mercados globais, impulsionado pelo aumento significativo da demanda nos últimos anos. Contudo, muitas perguntas permanecem: qual é a posição do Brasil nesse cenário? Existem oportunidades para investir?
A equipe de estratégia da XP Investimentos enfatiza, em relatório, o crescente interesse por terras raras, impulsionado por tendências como a eletrificação, o aumento das fontes renováveis e o avanço tecnológico nos eletrônicos. Esses elementos, que somam 17 metais com propriedades únicas, são essenciais para diversos setores, incluindo energia renovável, veículos elétricos e defesa. Apesar de não serem escassos, sua extração e refino são complexos.
Com a crescente dependência do Ocidente em relação à produção chinesa, a XP observa tensões geopolíticas e esforços para diversificar a oferta, com o Brasil se destacando como um potencial fornecedor, graças às suas reservas geológicas.
Aproveite o crescimento das grandes empresas
Embora a exposição direta por meio de empresas brasileiras listadas seja limitada, a XP sugere que investidores interessados no tema adotem uma abordagem diversificada. Os ETFs (fundos de índice) podem ser uma alternativa viável.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras, mas sua exploração ainda é incipiente; isso levanta a questão: o país pode perder oportunidades nesse setor?
Vale a pena considerar o investimento em terras raras no Brasil? É importante avaliar os riscos e as oportunidades.
Muitas empresas listadas têm apenas um ativo ou estão em estágios iniciais, e as recentes preocupações com a segurança de suprimentos elevaram os valuations do setor a máximas históricas.
Com o tempo, preços mais altos e incentivos governamentais podem facilitar uma nova oferta, reduzindo a narrativa de escassez, como já ocorreu com o lítio.
A XP recomenda uma exposição diversificada em vez de focar em ações individuais. ETFs como o VanEck Rare Earth/Strategic Metals (REMX) permitem aos investidores se beneficiarem da crescente demanda estrutural enquanto diluem os riscos envolvidos.
A XP lista as 10 maiores posições em ações do ETF REMX, destacando que o universo de empresas listadas é relativamente pequeno e concentrado geograficamente, com um grupo restrito dominando o valor de mercado e a liquidez.
Na B3, a Vale (VALE3) é vista como uma potencial líder no desenvolvimento de terras raras no Brasil, mas atualmente foca em metais básicos, sem um plano claro nesse sentido.
A CBA (CBAV3), embora possua áreas promissoras, não tem investido substancialmente na exploração de terras raras, e sua possível aquisição pela Chinalco/Rio Tinto pode limitar suas opções a curto prazo.
Dinâmica de oferta e demanda
A XP aponta que a China controla a cadeia de valor das terras raras, respondendo por cerca de 70% da produção mundial e mais de 90% da capacidade de refino e fabricação de ímãs, apesar de ter somente cerca de 40% das reservas globais.
Enquanto isso, o Brasil, com cerca de 20% das reservas mundiais, ainda é um produtor marginal, mas está se posicionando como um parceiro importante para diversificar a oferta, especialmente para os EUA e a União Europeia.
A demanda continua a crescer, impulsionada por aplicações que exigem ímãs, como veículos elétricos e turbinas eólicas. Essa combinação de crescimento da demanda e oferta restrita resulta em um mercado apertado.
Apesar das oportunidades, a indústria de terras raras enfrenta desafios significativos, como concentração na cadeia de suprimentos, número limitado de locais de produção e volatilidade de preços.
Do ponto de vista ESG, embora essenciais para a transição energética, as terras raras trazem importantes custos de oportunidade. A produção gera resíduos tóxicos e radioativos, impactando o meio ambiente. Embora contribua para a criação de empregos e tenha relevância em aplicações médicas, o setor apresenta riscos à saúde e enfrenta regulamentações rigorosas, além de tensões geopolíticas que elevam os riscos envolvidos.
A editora de mercados do InfoMoney cobre temas desde o mercado de ações até o ambiente econômico, analisando desdobramentos políticos e seus impactos para investidores.
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