Ozempic

'Teremos pelo menos 13 concorrentes novos', diz presidente que representa grupo farmacêutico sobre a quebra de patente do Ozempic

Novos Concorrentes no Mercado Farmacêutico Brasileiro

A quebra da patente do Ozempic, prevista para março de 2026, promete revolucionar o setor farmacêutico no Brasil. A expectativa é que pelo menos 13 novos concorrentes entrem no mercado, o que deve resultar em uma redução significativa nos preços. Em entrevista ao GLOBO, Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, ressalta a importância desse momento para a indústria nacional, que se prepara para a produção de genéricos e biossimilares.

A liberação de novos medicamentos, como versões genéricas do Ozempic, Wegovy e Rybelsus, deve intensificar a competição e proporcionar maior acesso à população, especialmente no combate à diabetes e obesidade. Arcuri destaca que existem 13 pedidos de registro para medicamentos à base de semaglutida, com sete deles provenientes de empresas brasileiras.

A entrada desses novos produtos no mercado gerará uma dinâmica de preços. Embora a redução não ocorra de forma imediata devido à ordem de entrada dos concorrentes, a expectativa é que, ao longo de 2026, os preços comecem a cair.

A Anvisa está agilizando a análise dos novos medicamentos, com a expectativa de que a liberação ocorra rapidamente, especialmente após a publicação de um edital no final de 2025.

Protagonismo do Brasil em Biossimilares

O Brasil se destaca como o maior polo de biossimilares na América Latina, graças a uma base industrial robusta e políticas públicas eficazes, como o programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). Arcuri menciona que o país está avançando na produção de anticorpos monoclonais e se preparando para o desenvolvimento de biobetas, que são medicamentos melhorados a partir de tecnologia transferida.

Entretanto, desafios permanecem. A coordenação entre o governo e o setor privado precisa ser mais eficaz, e as empresas estão investindo significativamente em pesquisa e desenvolvimento, o que pode impulsionar o Brasil a se tornar um membro de destaque na indústria farmacêutica global.

Pesquisa e Inovação

As áreas de pesquisa das empresas brasileiras incluem oncologia, diabetes, sistemas imunológicos e doenças cardiovasculares, refletindo tendências globais. As parcerias entre laboratórios, universidades e centros de pesquisa têm sido cruciais para acelerar a inovação, embora haja resistência em alguns setores acadêmicos quanto à colaboração com a indústria.

Recentemente, decisões da Anvisa sobre Cannabis medicinal e fitoterápicos também impactaram positivamente a indústria, abrindo novas oportunidades de mercado.

O Futuro da Indústria Farmacêutica

O Brasil, atualmente o oitavo maior mercado farmacêutico do mundo, busca se fortalecer como potência produtora e exportadora. A expectativa para a próxima década inclui um aumento no investimento, diversificação de portfólio e uma elevação na competitividade, com metas ambiciosas para criação de postos de trabalho e redução do déficit da balança comercial.

Arcuri conclui que, com a implementação de políticas adequadas e a continuidade dos investimentos, o Brasil está a caminho de se consolidar como um líder na indústria farmacêutica, capaz de inovar e atender às crescentes demandas do mercado.


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