TCU é disputado por PT, PL e centrão, com cearense na briga
Disputa no TCU envolve PT, PL e centrão, com cearense na disputa
O deputado federal Danilo Forte (União Brasil) reafirma seu compromisso em lutar por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), que atualmente tem pelo menos quatro candidatos: um do PT, um do União Brasil, um do PL e outro do PSD.
Além de Forte, os concorrentes são Hélio Lopes (PL-RJ), Odair Cunha (PT-MG) e Hugo Leal (PSD-RJ). Lopes, um aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), busca capitalizar a polarização eleitoral em vista da corrida de 2026, tentando se opor a Cunha.
O candidato petista, por sua vez, teria um acordo com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, além de lideranças do PP, PSD e MDB. Fonte do O POVO revela que membros da bancada cearense acreditam que Cunha ainda tem boas chances, mas a entrada de Forte e Lopes torna o cenário mais incerto.
A votação, que é secreta e requer apenas a maioria simples, adiciona um elemento de imprevisibilidade à disputa. Nesse contexto, o deputado cearense menciona que "as conversas estão boas" e que ele permanece na disputa por uma cadeira no TCU.
Composta por nove membros, a corte é responsável por fiscalizar as contas do presidente da República e das duas casas legislativas. Das cadeiras, seis são indicadas diretamente pelo Executivo, enquanto três surgem de negociações no Congresso.
Antes de assumir a presidência da Câmara, Motta apresentou a vaga no TCU como uma forma de garantir apoio do PT, que agora reivindica o acordo. A negociação teria contado com o respaldo de Arthur Lira (PP-AL), mentor de Motta, que deseja facilitar a ascensão de seu pupilo ao cargo.
Desde que assumiu a presidência, Motta tem enfrentado desafios para manter sua influência entre os aliados. A candidatura de Hugo Leal reflete essa fragmentação no centrão, que aparece com dois nomes, pressionando o presidente da Câmara.
Dentro do PT, alguns veem essa divisão como vantajosa, pois a escolha do novo membro do TCU requer apenas a maioria simples dos votos, evitando a necessidade de um segundo turno.
Assim, com Lopes e Leal competindo no mesmo espaço, Cunha pode ter uma vantagem, enquanto Forte tenta se firmar com o apoio do União Brasil e a influência de Antônio Rueda, líder da sigla.
Deputados do Ceará afirmam que Rueda está pessoalmente dedicado a tornar Forte o próximo ministro do TCU, mas isso pode esbarrar em acordos já realizados com outras forças, tanto governistas quanto do centrão.
A principal dificuldade de Forte será desafiar o favoritismo de Cunha, que, se não for escolhido, pode gerar uma crise entre Motta e o governo Lula em um momento em que o presidente da Câmara busca se aproximar do Planalto e do petista.
Nesse cenário, o deputado do Republicanos garantiu a membros do governo que, apesar da acirração em torno da vaga, já haveria votos suficientes para garantir a eleição do parlamentar mineiro.
Para os partidos e deputados, contar com um aliado no TCU é crucial, tanto pela natureza das matérias que passam pela corte quanto pela capacidade de influir em decisões a partir dessa posição estratégica.
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