João Gabriel de Mello Yamawaki

Suspeito de operar banco digital com sede em Palmas e que movimentou R$ 8 bilhões para facção é preso no TO, diz polícia

Suspeito de operar banco digital é preso no Tocantins

João Gabriel Yamawaki, apontado como responsável pelo "banco digital" 4TBANK, foi detido no Tocantins. Ele estava foragido da Justiça de São Paulo desde abril de 2025 e é suspeito de movimentar R$ 8 bilhões para a facção criminosa PCC.

A prisão ocorreu em 24 de fevereiro, enquanto uma força-tarefa da polícia buscava indivíduos relacionados a um voo clandestino que transportava cocaína. A defesa de Yamawaki alega que sua detenção foi "ilegal".

O 4TBANK, que funcionava em Palmas, nunca recebeu autorização do Banco Central e é alvo de investigações por suas movimentações financeiras, que podem chegar a R$ 8 bilhões.

Yamawaki, que já passou por audiência de custódia, permanece detido no Estado. O inquérito da Operação Decurio, da Polícia Civil de São Paulo, revela que ele criou o 4TBANK, com sede em um prédio no centro de Palmas e filiais em outros três estados, para realizar transações ilegais.

A defesa do suspeito afirma que ele está demonstrando sua inocência em relação às acusações. O Banco Central confirmou que a empresa nunca teve autorização para operar.

Yamawaki foi encontrado após uma busca em uma área rural, onde um gerente de fazenda relatou a presença de um homem nervoso e sem camisa que parecia estar fugindo. Segundo os policiais, ele se entregou sem resistência.

Durante a audiência, Yamawaki relatou estar cansado e desidratado, após caminhar cerca de quarenta quilômetros antes da abordagem policial. Ele também é investigado pela Operação Ficco, que visa combater o crime organizado no Tocantins, e foi alvo da Operação Serras Gerais, que visava interromper o tráfico aéreo de cocaína.

Atualmente, ele está na Unidade Penal de Palmas em uma cela de triagem, para garantir a segurança do local que abriga cerca de 900 homens, superando sua capacidade.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) monitora a situação da unidade e planeja novas obras para melhorar o sistema prisional no Estado.


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