Suspeito de atropelar e matar ciclistas na RS‑115 tem prisão preventiva decretada por ter dormido ao volante e embriaguez
Prisão Preventiva de Motorista Acusado de Atropelar Ciclistas na RS-115
Clarissa Felipetti e Fernanda Barros perderam a vida em um trágico acidente na manhã de sábado, 21 de fevereiro de 2026, na RS-115. O esposo de Clarissa, Isac Emanuel Ribeiro da Silva, foi internado em estado gravíssimo.
O motorista, de 42 anos, fugiu do local sem prestar socorro, mas foi encontrado em casa após deixar a placa do veículo para trás.
Os velórios das vítimas ocorreram no domingo, 22 de fevereiro.
A Justiça determinou a prisão preventiva do condutor responsável pelo atropelamento que vitimou as ciclistas em Três Coroas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O juiz aceitou a argumentação de dolo eventual da Polícia Civil, considerando que o motorista adotou diversas condutas que agravaram a situação.
Na decisão, o juiz ressaltou que o homem estava sob efeito de álcool, sem habilitação, havia dormido ao volante, trafegou pelo acostamento e fugiu do local, evadindo-se da responsabilidade de prestar socorro.
Clarissa, de 38 anos, e Fernanda, de 34, estavam pedalando no km 19 da RS-115, acompanhadas de Isac, de 35 anos. O trio planejava um passeio de cerca de 100 km pela região.
As duas ciclistas morreram no local, enquanto Isac foi socorrido e transferido para o Hospital Nossa Senhora das Graças em Canoas, onde permanece em tratamento intensivo.
O velório de Clarissa ocorreu no Ginásio Municipal de Três Coroas, com a presença de amigos, familiares e grupos de ciclistas. Fernanda foi velada na Capela Municipal.
O motorista do veículo fugiu sem prestar socorro, mas foi identificado após perder a placa no impacto. Ele foi preso em flagrante em sua residência. O teste do bafômetro indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, o que é considerado crime de trânsito.
A Prefeitura de Três Coroas emitiu uma nota de pesar em respeito às vítimas.
Uma ex-colega de trabalho de uma das ciclistas, Eluzete Barivieira, mencionou que o trecho é conhecido por ser perigoso e ter registros de acidentes.
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