Superciclo da infraestrutura: ministro Renan Filho debate momento histórico de investimentos no setor
Investimentos em Infraestrutura: Debate do Ministro Renan Filho
O Ministério dos Transportes está promovendo um marco histórico com investimentos recordes em infraestrutura de transportes. Na última segunda-feira (9), o ministro Renan Filho discutiu os desafios e conquistas do setor em um evento organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O ministro destacou a transição de uma agenda de apenas um leilão por ano na administração anterior para um novo ciclo, caracterizado pela transparência e projetos sólidos. “Isso transformou a capacidade de financiamento do país e a percepção internacional sobre a logística brasileira”, afirmou.
A colaboração entre o ministério e o BNDES tem acelerado investimentos em modais terrestres, com R$ 40 bilhões destinados às ferrovias entre 2023 e 2025, um aumento de 60% em relação ao total aplicado entre 2019 e 2022. Para o modal rodoviário, as projeções indicam que os recursos, através de concessões e reajustes contratuais, devem superar R$ 396 bilhões até 2026.
Além dos R$ 65 bilhões de orçamento público, o ministério também planeja captar mais de R$ 400 bilhões em investimentos privados, como ressaltou Renan Filho.
A dinâmica entre os órgãos é clara: o ministério define as prioridades e diretrizes, enquanto o BNDES se encarrega do financiamento de obras federais, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para rodovias e ferrovias.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o Brasil, por meio do Novo PAC, possui R$ 788 bilhões em investimentos em infraestrutura, com a expectativa de que esse valor chegue a R$ 1 trilhão, com o banco desempenhando um papel crucial nesse processo.
Análise e Apoio Técnico
Os projetos de infraestrutura passam por uma rigorosa análise do BNDES, que avalia a viabilidade econômica, técnica e ambiental antes da liberação de recursos. O banco também oferece suporte técnico em estudos, modelagem de concessões e articulação com estados e a iniciativa privada.
Um exemplo recente é a emissão de debêntures de infraestrutura em dólar, que destinou R$ 1,05 bilhão à Eldorado para a construção de uma ferrovia de 86,7 quilômetros em Mato Grosso do Sul, voltada para o escoamento de celulose.
Mercadante ressaltou que o banco está modernizando mecanismos de carência e prazos, além de desenvolver novas iniciativas para acelerar o ciclo de investimentos em ferrovias.
Projeções Futuras
Para 2026, a atuação conjunta entre o BNDES e o Ministério dos Transportes deve garantir a realização de 13 leilões rodoviários, com um investimento estimado de R$ 149 bilhões. No setor ferroviário, a previsão é de oito leilões, abrangendo R$ 140 bilhões em novos aportes, com um impacto sistêmico que pode mobilizar até R$ 600 bilhões.
Renan Filho enfatizou a importância de se alinhar a infraestrutura à competitividade do Brasil, afirmando que o país possui um potencial gigantesco que pode ser ainda mais explorado.
O evento do BNDES também abordou desafios e soluções para viabilizar o pipeline de projetos dos próximos anos e atrair capital para o financiamento do setor.
O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, moderou o painel sobre a sustentabilidade do ciclo de infraestrutura e a importância da qualidade na padronização dos projetos, segurança regulatória, e fortalecimento do mercado de capitais.
Santoro concluiu afirmando que o atual governo tem trabalhado para resolver problemas históricos e melhorar a produtividade da economia brasileira.
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