ex-professor universitário Yuri Portela STJ revoga prisão de acusado de assédio sexual em ...

STJ revoga prisão de acusado de assédio sexual em ...



STJ revoga prisão de acusado de assédio sexual em Quixadá

STJ revoga prisão de médico acusado de assédio sexual

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou, nesta quarta-feira, 18, a prisão preventiva do médico e ex-professor universitário Yuri Silva Portela, acusado de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna em Quixadá. Ele estava preso desde 29 de janeiro e deverá ser libertado nos próximos dias.

Na decisão, a Corte destacou que não há novos elementos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, uma vez que os crimes atribuídos ao acusado teriam ocorrido em maio de 2025. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca afirmou que a medida foi decretada “sem suporte em dados concretos de risco atual”.

“Os fatos descritos no decreto concentram-se no mês de maio de 2025, enquanto a prisão preventiva foi decretada em 28 de janeiro de 2026, sem evidência de qualquer acontecimento recente que indicasse um agravamento da situação”, ressaltou o ministro.

Os advogados Bruno Queiroz e Júnior Pinheiro, que defendem o médico, argumentam que, desde junho de 2025, a vítima possui medidas protetivas que nunca foram descumpridas. Eles também destacaram que a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em setembro de 2025, não solicitou a prisão preventiva.

“A prisão preventiva foi decretada sem fundamentação concreta, baseando-se apenas na gravidade abstrata do delito e em elementos já inerentes ao crime, sem demonstrar risco atual à ordem pública ou à instrução criminal. Destacamos que, durante toda a instrução processual, a inocência de nosso cliente será plenamente demonstrada”, afirmaram os advogados.

As investigações indicam que os crimes teriam ocorrido em uma faculdade particular de Quixadá, onde Yuri lecionava e a vítima estudava. O pedido de prisão feito pelo MPCE em janeiro alegava que o acusado utilizou seu cargo para constranger a aluna a manter relações sexuais em troca de vantagens acadêmicas. Atualmente, ele não faz mais parte do corpo docente da instituição.


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