golpe de Estado

STF forma maioria para manter condenação de réus do núcleo três da trama golpista

STF mantém condenação de réus do núcleo três da trama golpista

Um grupo de militares é acusado de pressionar comandantes das Forças Armadas em apoio a um golpe de Estado.

Em 23 de fevereiro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou a maioria necessária para confirmar a condenação de sete réus pertencentes ao chamado “núcleo três” da trama golpista.

O julgamento, que teve início no formato virtual em 13 de fevereiro, será finalizado no dia 24. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o relator.

Este núcleo é composto majoritariamente por militares, acusados de coagir os comandantes das Forças Armadas a apoiarem a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Além disso, eles teriam monitorado autoridades.

Os réus foram condenados em novembro do ano anterior. O grupo inclui os coronéis Bernardo Romão Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende, além dos tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Rafael Martins de Oliveira e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, juntamente com o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares.

Sete dos nove membros desse núcleo apresentaram “embargos de declaração” para contestar supostas omissões e obscuridades na decisão judicial.

Segundo Moraes, os réus tentam, “sob o pretexto de sanar obscuridades, reexaminar questões já decididas, o que é vedado”. Ele afirmou que a simples discordância sobre a interpretação das provas não justifica o uso dos embargos.

O ministro ressaltou que não existem na decisão de novembro “dúvidas, contradições ou omissões que precisem ser sanadas”. Ele declarou que a decisão reconheceu, de forma fundamentada, a existência de uma organização criminosa armada, liderada por Jair Bolsonaro, que atuou de julho de 2021 até 8 de janeiro de 2023.

Moraes afirmou que a decisão analisou com precisão a totalidade da pretensão jurídica apresentada, não identificando deficiências.

Caso Moraes prossiga com a condução do caso como fez em relação ao “núcleo crucial”, é provável que ele decreta o trânsito em julgado após a conclusão do julgamento virtual.


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