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STF deve ser agente jurídico e não político, diz Romero Jucá

Jucá defende atuação jurídica do STF

Romero Jucá, ex-senador e ex-ministro pelo MDB, afirmou que os ministros dos tribunais superiores, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça), devem desempenhar um papel de agentes jurídicos, afastando-se da política. A declaração ocorreu durante uma entrevista ao programa WW da CNN Brasil.

Com 40 anos de experiência na capital federal, Jucá observou que o Brasil enfrenta uma série de crises nos três poderes, tanto internamente quanto nas relações entre eles. Ele destacou a importância de se manter um equilíbrio e tranquilidade para ajustar os procedimentos necessários.

O ex-senador ressaltou a urgência da autocontenção entre os poderes, afirmando que "cada poder deve criar a sua autocontenção". Segundo ele, a sociedade está atenta a essas dinâmicas e desaprova certas movimentações, o que gera instabilidade política e, por consequência, econômica.

Preocupação com o Judiciário

Ao abordar especificamente o Supremo Tribunal Federal, Jucá expressou sua preocupação com a sobreposição entre as funções jurídicas e políticas. "Temos observado uma superposição que gera atritos e fricções", disse.

Ele também comentou sobre a crise do Banco Master, a qual classificou como "nunca vista no sistema financeiro brasileiro". Jucá salientou que os impactos dessa crise ainda não estão claros e podem influenciar diversos atores políticos, dependendo das narrativas que surgirem. "Ainda há muito a se desenrolar", concluiu.


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