Startup quer usar espelhos no espaço para iluminar a Terra à noite
A Reflect Orbital, uma startup sediada em Hawthorne, na Califórnia, busca autorização da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para realizar testes com um satélite equipado com um grande espelho no espaço. A proposta é refletir a luz do Sol para a Terra durante a noite, criando iluminação artificial capaz de atingir áreas específicas do planeta.
O objetivo é iluminar fazendas solares após o pôr do sol, além de fornecer luz para operações de resgate e iluminação urbana. O plano inicial envolve o lançamento de um satélite protótipo com um espelho de aproximadamente 18 metros de largura, que poderia ir ao espaço entre junho e agosto, durante o verão no hemisfério norte.
## 1. Iluminação noturna na Terra
A iluminação artificial que a Reflect Orbital planeja criar pode iluminar áreas específicas do planeta, mas é importante notar que o aumento artificial da iluminação noturna pode trazer impactos para pessoas, animais e plantas.
### 2. Impactos ambientais
A empresa afirma que a tecnologia poderia iluminar fazendas solares após o pôr do sol, além de fornecer luz para operações de resgate e iluminação urbana. No entanto, cientistas levantam preocupações sobre impactos ambientais, como interferir nos ritmos circadianos, que regulam ciclos de sono, reprodução e migração em diversas espécies.
### 3. Impactos sociais
Além das preocupações ambientais, a iluminação artificial pode trazer impactos sociais, como alterar a rotina natural dos animais e interferir com a reprodução e migração em algumas espécies.
### 4. Eficiência energética
A empresa também questiona a eficiência da proposta para geração de energia. A luz refletida por um satélite seria espalhada por cerca de 46 km², o que significaria que a quantidade de fótons atingindo um painel solar seria cerca de 1/140.000 da intensidade observada ao meio-dia.
### 5. Regulamentação
A FCC normalmente avalia apenas se as comunicações de rádio dos satélites causam interferência e se o equipamento será descartado com segurança ao final da vida útil. O CEO da Reflect Orbital, Ben Nowack, afirma que o satélite de teste ajudará a esclarecer dúvidas levantadas por críticos.
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