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St George amplia recursos em 75% em Araxá e negocia com EUA e China

St George amplia recursos em 75% no Projeto Araxá

Minas Gerais, 28 de junho de 2024 - A mineradora St George Mining anunciou um aumento de 75% na estimativa de recursos minerais do Projeto Araxá, em Minas Gerais, após realizas de novas perfurações. A empresa afirmou estar aberta a negociações com diferentes players globais, dos Estados Unidos à China, para viabilizar o desenvolvimento do empreendimento.

O Projeto Araxá é considerado promissor por combinar terras raras e nióbio no mesmo sistema mineral, passando a contar com 70,91 milhões de toneladas de recursos, com teor médio de 4,06% terras raras e 0,62% de nióbio.

O teor de 4,06% de terras raras é considerado elevado para projetos de terras raras fora da China, país que hoje domina a produção e o processamento desses minerais estratégicos.

Para medir esse teor, a empresa considera apenas as áreas com concentração acima de 2% de teor médio de terras raras, desconsiderando zonas com teores inferiores. Além disso, ainda há novas perfurações previstas que não foram incluídas na estimativa atual, o que indica potencial para novas revisões e possíveis aumentos no volume de recursos do projeto.

O Projeto Araxá está localizado ao lado das instalações da CBMM, maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global do metal.

A empresa busca recursos para avançar nas próximas etapas do empreendimento, incluindo engenharia detalhada e construção de plantas de processamento. O projeto já conta com incentivos fiscais aprovados pelo governo de Minas Gerais, que reconheceu o potencial estratégico da iniciativa.

A St George também realizou uma modelagem separada considerando apenas o nióbio, indicando a existência de 24,56 milhões de toneladas adicionais de material que atendam ao critério mínimo de teor para nióbio, mas que não alcançam o piso de 2% de terras raras usado para contabilizar os recursos.

A empresa avalia diferentes produtos possíveis ao longo da cadeia produtiva, que podem ir desde um concentrado misto de terras raras até etapas mais avançadas, como óxidos separados de neodímio e praseodímio, dois dos elementos mais valiosos do grupo.

O projeto está previsto para entrar em operação até 2028, localizado ao lado das instalações da CBMM, maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global do metal.


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