SSP inicia Operação Mulheres 2026 de combate à violência de gênero
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) deu início à Operação Mulheres 2026, uma mobilização nacional para enfrentar a violência contra a mulher, que se estende até o dia 5 de março. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça, envolve as Polícias Civil, Militar, Científica, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos técnicos.
Durante essa operação, as equipes se unem em uma força-tarefa que antecede as celebrações do Dia Internacional da Mulher. A delegada Nalile Castro, coordenadora estadual da operação, destaca que a iniciativa é apoiada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com a adesão da SSP de Sergipe.
Cada instituição participa em eixos específicos — preventivo, repressivo, de conscientização e técnico-científico — visando a redução dos casos de feminicídio e outras formas de violência de gênero. No âmbito da Polícia Civil, forças-tarefa foram estruturadas em unidades estratégicas.
A Polícia Civil intensifica suas ações no eixo judiciário, com unidades especializadas reforçadas para acelerar inquéritos e garantir a prisão de agressores. A tecnologia é aliada nesse processo, com o Projeto Poly (Delegacia Virtual da Mulher) facilitando o contato com vítimas.
“Estabelecemos forças-tarefas em delegacias importantes, como as de Aracaju, Estância, Maruim e Itabaiana, focando no cumprimento de mandados de prisão e reforçando o canal virtual, onde a mulher pode solicitar uma medida protetiva sem sair de casa”, explica a delegada.
A Polícia Militar é a linha de frente, com o apoio da Ronda Maria da Penha e policiamento ostensivo, especialmente em municípios como Nossa Senhora do Socorro, onde o efetivo é treinado para lidar com ocorrências de gênero.
“Aumentamos o policiamento em Socorro, com 18 militares dedicados ao atendimento acolhedor e firme”, destaca a Tenente Vitória Silva. “No ano passado, realizamos ações preventivas em 35 municípios, capacitando 500 militares para apoiar mulheres em situação de abuso.”
O Corpo de Bombeiros e a Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) também são essenciais na operação. O CBMSE oferece suporte às vítimas de traumas físicos, enquanto a perícia se concentra na materialidade do crime.
A perita Leina Pina enfatiza a prioridade na agilidade dos laudos: “Garantimos rapidez na emissão de laudos e estamos coletando material biológico para o Banco de Perfis Genéticos, fundamental na elucidação de crimes sexuais e feminicídios.”
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