Sócio oculto do Careca do INSS está nos EUA e ainda não ...
Empresário está nos EUA e não foi preso
Tiago Schettini Batista, alvo da Polícia Federal na investigação sobre a Farra do INSS e suspeito de ser sócio oculto de uma das entidades envolvidas em fraudes, encontra-se atualmente nos Estados Unidos e ainda não foi detido.
Em uma comunicação com o ministro André Mendonça, ele afirmou que está no país a trabalho e já possui passagens para retornar ao Brasil.
Tiago é considerado um dos controladores da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), juntamente com o conhecido Careca do INSS. Embora tenha sido alvo de um pedido de prisão, tecnicamente não pode ser classificado como foragido, pois já estava fora do Brasil quando a ordem foi emitida.
A advogada Laura Azevedo Marques, que defende o empresário, informou que não comenta processos em andamento, especialmente aqueles que estão sob sigilo, como é o caso do inquérito da Operação Sem Desconto.
Relação com a fraude do INSS
A Polícia Federal aponta que Schettini e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, eram sócios ocultos na CBPA, que estaria envolvida na fraude dos descontos de mensalidade nas aposentadorias do INSS.
De acordo com as investigações, a CBPA servia como uma tomadora de serviços que, na verdade, não eram prestados. Notas fiscais eram emitidas pela ACCA Consultoria, sob a orientação de Tiago Schettini, que é ligada ao Careca do INSS.
Os investigadores também descobriram que Tiago recebeu mais de R$ 2 milhões de outra entidade envolvida na mesma fraude, a União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos (Unaspub), com R$ 1,1 milhão recebidos apenas em março de 2024. O total recebido por Schettini do Careca do INSS chega a R$ 6,1 milhões.
Lavagem de dinheiro
As investigações revelaram que uma das empresas utilizada pelo Careca do INSS para dar continuidade às operações financeiras de forma legal, chamada ACDS Call Center, tinha a participação direta de Tiago Schettini, sustentada por um contrato não oficial.
Schettini não era mencionado claramente nas comunicações e não aparecia publicamente nos negócios, uma vez que estava envolvido em outro esquema fraudulento no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Os investigadores consideram que Schettini tinha um status equivalente ao do Careca do INSS, embora atuasse com mais cautela em ocultar sua participação nas atividades ilegais.
Ausência na CPMI do INSS
Em novembro do ano passado, uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a fraude do INSS foi cancelada após Schettini apresentar um habeas corpus. Com a concessão do benefício pelo STF, ele ficou dispensado de comparecer ao colegiado.
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