Sobe para cinco o número de denúncias contra desembargador investigado por abuso sexual em MG
O número de possíveis vítimas que denunciaram o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), aumentou para cinco. As denúncias envolvem supostos casos de abuso sexual e já foram formalmente coletadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que está conduzindo um procedimento administrativo para investigar os fatos.
A situação ganhou notoriedade após um julgamento em que Láuar votou pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, alegando a existência de um “vínculo afetivo consensual”. O voto foi seguido pelo desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo, enquanto a desembargadora Kárin Emmerich apresentou um voto divergente.
Após o julgamento, o magistrado revisou sua decisão, acolhendo um recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e restabelecendo a condenação de nove anos e quatro meses de prisão ao réu, além de ordenar a prisão da mãe da adolescente por omissão. O homem foi preso em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, e a menina está sob a guarda legal do pai.
Com a repercussão do caso, surgiram denúncias de abusos atribuídos ao desembargador. Inicialmente, quatro relatos foram formalizados, mas agora são cinco. Informações indicam que uma das vítimas reside fora do país e prestou depoimento via videoconferência. Os investigadores consideram os relatos consistentes para a apuração.
Entre as denúncias está a de Saulo Láuar, primo do desembargador, que relatou ter sido vítima de tentativa de abuso quando tinha 14 anos. Seu depoimento foi prestado ao CNJ em Teófilo Otoni. Ele afirmou que, após o incidente, recebeu uma ligação do desembargador pedindo que não comentasse sobre o ocorrido. O denunciante decidiu formalizar a acusação após o julgamento do caso de estupro, que reavivou suas lembranças.
Em comunicado anterior, o TJMG informou que instaurou um procedimento administrativo para investigar as denúncias e destacou que o desembargador não se manifestará sobre as acusações neste momento.
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