PCC

Sintonia do Progresso: peças financeiras do PCC no narcotráfico

A "Sintonia do Progresso" é um dos setores mais estratégicos do Primeiro Comando da Capital (PCC), focando em atividades de alto lucro dentro da organização criminosa.

Investigações policiais indicam que esse grupo é responsável pelo gerenciamento do tráfico de drogas em larga escala. Sua atuação abrange a logística de envio e distribuição de grandes quantidades de entorpecentes para diversas regiões e estados, além do controle de rotas de transporte, como a "rota caipira" e a entrada de drogas pela Bolívia.

Além do tráfico, a "Sintonia do Progresso" também coordena roubos estruturados, incluindo ataques a bancos, conhecidos como "novo cangaço", e roubos de carga. Essas ações requerem planejamento e divisão de tarefas, características que definem esse setor.

Autoridades afirmam que se trata de um dos núcleos financeiros mais importantes da facção, movimentando grandes quantias de dinheiro.

No PCC, o termo "sintonia" designa departamentos internos com funções específicas. Essa divisão é parte da estrutura organizacional do grupo, permitindo que suas atividades prossigam mesmo com prisões de líderes.

Os integrantes dessa sintonia incluem:

Apelidos: Cebolinha e Arrepiado

Pena: tráfico de drogas e associação criminosa

Descrição: Silvio Luiz, conhecido como "Cebola" e "Arrepiado", era sócio da empresa de ônibus UPBus Qualidade em Transporte S/A e é considerado foragido da Justiça há 11 anos. Ele é apontado como um dos controladores da empresa e ocupa um posto de chefia no PCC, integrando a "Sintonia Geral do Progresso", responsável pela gestão do tráfico de drogas da facção, incluindo um "laboratório de drogas". Investigações indicam também sua atuação no tráfico internacional. Cebola foi preso em 2012 e solto em 2014 após habeas corpus. Ele foi o único alvo da "Operação Fim da Linha", do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em 2024, que investigou o setor financeiro da facção, com movimentação superior a R$ 732 milhões entre 2020 e 2022. O paradeiro de Silvio Luiz Ferreira é desconhecido.

Nome: Ulisses Scotti de Toledo

Apelidos: Lele Vassoura e Lele de Itaquera

Descrição: Ulisses Scotti de Toledo, conhecido como "Le lê", é mencionado em pelo menos 21 processos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Ele faz parte da "Sintonia do Progresso" e teria participado do planejamento de ações contra autoridades, incluindo o ex-juiz e senador Sergio Moro, e os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. As investigações revelaram planos de atentados a bomba e outras ações criminosas. Em outubro de 2023, Ulisses foi solto da Penitenciária Federal de Mossoró, após cumprir pena por roubo e formação de quadrilha.

Nome: Jose Carlos Matias Alves

Apelidos: Dedinha, Deda, Polegar e Barriga

Descrição: José Carlos Matias Alves é mencionado em pelo menos 25 processos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Ele integra o "Setor Progresso", que é responsável pela articulação de ações no sistema prisional.


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