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Sinduscon/RN e Sebrae/RN divulgam resultados da construção civil no quarto trimestre de 2025

O setor imobiliário de Natal e região metropolitana apresentou crescimento no último trimestre de 2025, conforme o Censo Imobiliário realizado pela Brain Inteligência Estratégica, a pedido do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), divulgado nesta quinta-feira, 26.

Os dados indicam um avanço significativo no volume de unidades verticais lançadas no período. A comparação entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025 foi positiva, com aumento expressivo tanto em Natal quanto na região metropolitana.

Os bairros com maior concentração de lançamentos no quarto trimestre incluem Capim Macio, Tirol e áreas em expansão em Parnamirim, predominantemente com unidades de 2 e 3 dormitórios, focadas em padrões médio e luxo.

O levantamento também revelou um crescimento acentuado nas vendas de unidades verticais em comparação anual. A variação entre o quarto trimestre de 2024 e 2025 superou 100% em Natal, enquanto a região metropolitana apresentou um avanço ainda mais significativo. No acumulado de 12 meses, as vendas mantiveram um desempenho positivo de 41%, evidenciando a demanda aquecida.

O estudo destacou que empreendimentos específicos foram responsáveis por picos de comercialização durante o período, mostrando o impacto de projetos de grande porte no desempenho geral do mercado.

A oferta final de unidades verticais em Natal teve um crescimento moderado no comparativo anual, indicando um equilíbrio entre lançamentos e absorção do estoque. Na região metropolitana, a tendência foi de redução da oferta, refletindo a velocidade das vendas e a diminuição do volume de novos produtos disponíveis.

O preço médio do metro quadrado vertical em Natal foi de R$ 9.449/m², continuando sua trajetória de alta e encerrando o quarto trimestre de 2025 com uma valorização acumulada significativa. Desde 2022, o indicador apresenta crescimento consistente, com 17% de aumento apenas nos últimos 12 meses, impulsionado por fatores como aumento de custos, qualificação dos empreendimentos e demanda aquecida.

Os bairros com maior valor por metro quadrado incluem Petrópolis, Tirol e Areia Preta, enquanto regiões como Pajuçara e Cidade da Esperança apresentam os menores valores, evidenciando a diversidade de perfis e oportunidades no mercado local.

Segundo Lucas Finoti, consultor da Brain, 2025 foi um ano extremamente positivo para o mercado imobiliário da capital e da região metropolitana.

“Tivemos crescimento tanto nos lançamentos quanto nas vendas, alcançando recordes no período pós-pandemia. Um dos principais fatores que explicam esse desempenho é a estabilidade no nível de emprego no Brasil, com taxas de desemprego historicamente baixas. Esse cenário aumenta a confiança do comprador e impulsiona a decisão de aquisição do imóvel”, avaliou.

O setor da construção civil encerrou 2025 com sinais de consolidação, impulsionado pelo crescimento das vendas, expansão dos lançamentos e valorização dos imóveis. A tendência é de continuidade do dinamismo, especialmente em produtos de médio padrão e em regiões de expansão urbana, mantendo a construção civil como um dos motores da economia local.

De acordo com Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do sindicato, o foco do setor agora é converter o ambiente macroeconômico em novos projetos e ampliar o acesso à moradia. “A expectativa de queda da taxa Selic, maior disponibilidade de crédito imobiliário, recursos do FGTS em níveis recordes e poupança com liquidez relevante formam um cenário positivo, somado a uma demanda que segue aquecida”, pontuou.

“As empresas estão com projetos estruturados, aguardando o melhor momento para lançamentos. A redução dos juros deve estimular a aquisição de novos imóveis, especialmente com a chegada de novos empreendimentos enquadrados no ‘Minha Casa Minha Vida’. A prioridade é atender essa demanda que já está posta, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando o acesso à moradia nos próximos anos”, enfatizou Ramos.

Para Marcelo Toscano, diretor de operações do Sebrae/RN, o bom desempenho da construção civil gera efeitos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para os pequenos negócios.

“A construção civil é uma cadeia ampla e extremamente relevante para o Rio Grande do Norte, com impacto direto sobre os pequenos negócios — desde fornecedores e prestadores de serviço até empresas de tecnologia e logística. Quando o setor cresce, esse movimento se reflete em geração de renda, oportunidades e fortalecimento de toda a base empresarial que gira em torno da construção. Estamos trabalhando com capacitações, monitoramento e apoio à gestão para inserir cada vez mais o pequeno negócio dentro dessa cadeia. O objetivo é que essas empresas estejam preparadas para atender a demanda crescente, ganhar competitividade e participar ativamente do desenvolvimento da construção civil no estado”, concluiu.


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