Síndico utilizou dinheiro do condomínio para pagar ...
Síndico usou dinheiro do condomínio para honorários de advogado
A Polícia Civil de Goiás informou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por assassinar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, utilizou recursos da associação de moradores do condomínio para cobrir despesas legais.
A confirmação foi dada pelo delegado André Luiz, durante uma coletiva na última quinta-feira (19). De acordo com a polícia, o presidente da associação descobriu que o pagamento foi realizado via Pix e registrou um boletim de ocorrência contra Cléber.
Foi identificado um contrato de honorários a serem pagos pelo síndico em 17 de janeiro. No dia seguinte, a polícia verificou que o pagamento foi feito da conta da associação para um advogado, em benefício do filho de Cléber.
Além dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, Cléber enfrentará acusações relacionadas a crimes patrimoniais, vinculados à sua função como síndico. A investigação ficará a cargo do Grupo Especial de Investigações Especiais de Caldas Novas.
Vídeo mostra o momento em que a corretora é atacada pelo síndico.
Cléber foi transferido para Caldas Novas (GO) e, após sua prisão, participou de novas perícias.
Daiane foi encontrada 40 dias após ter sido vista pela última vez nas câmeras de segurança do elevador, quando se dirigia ao subsolo para verificar o quadro de energia de seu apartamento.
O síndico desligou o disjuntor intencionalmente para atrair Daiane ao local onde a atacou e, em seguida, abandonou seu corpo em uma área de mata a 15 km da cidade.
O ataque ocorreu em um intervalo de apenas oito minutos, desde o momento em que ele atacou Daiane no subsolo.
A polícia concluiu que o crime foi uma emboscada planejada, com a própria vítima gravando os últimos momentos de sua vida. O celular de Daiane foi encontrado no esgoto do condomínio, contendo o registro do momento do ataque em vídeo.
Cléber e seu filho foram presos na madrugada de 28 de janeiro, no mesmo dia em que a polícia localizou o corpo da mulher em estado de ossada, após o suspeito indicar o local onde a deixou.
O filho, que era suspeito de ocultar provas, foi liberado na tarde de quinta-feira (19), após a polícia concluir que a responsabilidade pelo crime era unicamente de Cléber.
As investigações revelaram que Daiane e Cléber tinham desavenças desde novembro de 2024, quando a corretora administrava alguns apartamentos no condomínio.
*Sob supervisão de Tonny Aranha*
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