Sindicato acompanhará processo de liquidação do Pleno, para que trabalhadores não sejam prejudicados
Sindicato acompanhará liquidação do Pleno para proteção dos trabalhadores
A recente liquidação do Banco Pleno acende um alerta histórico sobre a necessidade de regulação no Sistema Financeiro Nacional, conforme destacado pelo Sindicato.
O Banco Central anunciou na quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, que pertencia a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão foi tomada devido ao descumprimento de normas prudenciais, problemas sérios de liquidez e deterioração da situação econômico-financeira da instituição.
Em comunicado oficial, o BC ressaltou que a falta de manutenção dos níveis mínimos de capital e regularidade exigidos resultou na liquidação. A situação crítica da instituição fez com que medidas severas fossem adotadas, visando proteger o sistema financeiro como um todo.
Atuando anteriormente como Banco Voiter, a instituição fazia parte de um conglomerado até maio de 2024, quando Lima se desvinculou e adotou o novo nome. Ele foi preso durante a operação Compliance Zero, em novembro de 2025.
Com a liquidação, o Banco Pleno deixa de operar, e seus ativos serão vendidos para saldar dívidas com credores, sob supervisão do Banco Central. Isso gera insegurança para os clientes, que agora dependem das normas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de criar incertezas para cerca de 160 empregados da instituição.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reafirma que esse episódio destaca a urgência de um controle mais rigoroso sobre o sistema financeiro.
Necessidade de regulação e proteção aos trabalhadores
A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, enfatiza a importância de regras mais firmes para o setor financeiro. “Estamos vivenciando as consequências de anos de flexibilização regulatória, afetando trabalhadores e clientes. Sempre alertamos que inovação não deve resultar em falta de supervisão. É essencial fortalecer a regulação para garantir empregos, depósitos e a estabilidade do sistema financeiro.”
Neiva também defende um controle mais efetivo sobre conglomerados financeiros, propondo limites nas operações entre empresas do mesmo grupo e uma fiscalização preventiva, em vez de apenas corretiva após crises.
Em relação aos trabalhadores do Pleno, o Sindicato se compromete a monitorar a liquidação para assegurar que todos os direitos previstos em lei e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sejam respeitados. “Os trabalhadores não podem arcar com as consequências da má gestão do Banco Pleno. Estaremos vigilantes e acompanhando o processo, assim como estamos fazendo com o Banco Master e o Will Bank”, conclui Neiva.
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