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Seu próximo celular deve ficar mais caro

Seu próximo celular pode ter um custo maior

A expectativa para o lançamento da nova linha de smartphones da Samsung e os resultados financeiros da NVIDIA geraram grande expectativa.

A Samsung apresentou a linha Galaxy S26, destacando que é "a geração Galaxy com a experiência de inteligência artificial mais intuitiva" já desenvolvida pela empresa. A série é composta pelos modelos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra, todos projetados para oferecer desempenho contínuo ao longo do dia.

A nova geração promete reduzir a distância entre intenção e ação. O recurso Now Nudge sugere ações contextuais, como recomendar fotos recentes ao solicitar imagens de uma viagem ou identificar conflitos de agenda ao receber mensagens sobre reuniões.

O Now Brief agora exibe lembretes personalizados sobre reservas e atualizações de viagens, enquanto o recurso “Circular para Pesquisar com o Google” foi aprimorado para reconhecer múltiplos objetos em uma única imagem. Além disso, a Bixby foi melhorada para navegação em linguagem natural e integra assistentes como Gemini e Perplexity, permitindo ações complexas em segundo plano.

Com as previsões de preços mais altos para smartphones em 2026 e 2027, a Samsung já havia alertado sobre a escassez de chips, agravada pela demanda crescente por tecnologia de IA. A gigante sul-coreana é também uma importante produtora de chips de memória.

Os resultados financeiros recentes mostram que o lucro operacional da divisão de semicondutores disparou 470%, enquanto o lucro com dispositivos móveis caiu 10%. A pressão sobre os preços da memória, impulsionada pela demanda das big techs como Meta, Google e Microsoft, prioriza componentes para data centers, afetando a disponibilidade para dispositivos de consumo.

O preço do Galaxy S26 básico foi definido em US$ 899 nos EUA, um aumento de 4,7% em relação ao modelo anterior, enquanto o S26 Plus custa US$ 1.099, com um aumento de 10%. Na Coreia do Sul, o preço do modelo básico subiu 8,6%.

Em comparação com lançamentos anteriores, a linha S23 para S24 teve um aumento pequeno, concentrado na versão Ultra. A linha S25 apresentou um aumento considerável, justificado por avanços tecnológicos e flutuações do dólar.

Dados da Counterpoint Research indicam que os custos de materiais para os modelos Ultra apresentaram leve aumento entre gerações, refletindo a dinâmica entre oferta e demanda no mercado de memória.

Arthur Igreja, especialista em tecnologia, destaca que a variação de preços está relacionada a aspectos macroeconômicos, como o valor do dólar e as taxas de juros no Brasil. A análise em real é influenciada por esses fatores, enquanto os preços em dólar refletem repasses inflacionários.

Outros lançamentos importantes estão previstos para este ano, e o impacto da crise da memória no setor ainda precisa ser avaliado. A linha S, posicionada como premium da Samsung, tende a sofrer mais alterações de preço, enquanto modelos de entrada e intermediários podem ser mais afetados.

Aumento na taxa de importação de produtos não deve afetar celulares montados no Brasil, enquanto marcas como Apple, Samsung e Motorola continuarão com taxa de importação zero. A Xiaomi pode ter alterações nos preços dos seus celulares.

Resultados financeiros da NVIDIA mostraram um crescimento significativo, especialmente na receita de data centers, superando expectativas e refletindo o desempenho do setor de IA. As ações da empresa subiram, apesar das preocupações com a sustentabilidade dos investimentos no setor.

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, com foco em redes sociais e tecnologia.


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