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Setor público tem superávit de R$103 bi, mas rombo de estatais aumenta e vai a R$5 bi

Setor público apresenta superávit de R$ 103 bilhões, mas estatais enfrentam déficit de R$ 5 bilhões

Em janeiro de 2026, o setor público consolidado alcançou um superávit primário de R$ 103,7 bilhões, conforme dados do Banco Central divulgados recentemente. Esse resultado é impactado pelo déficit das estatais, que atingiu R$ 4,9 bilhões, um número quase cinco vezes maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

Embora o superávit atual tenha sido ligeiramente inferior ao de R$ 104,1 bilhões de janeiro de 2025, os dados incluem os resultados fiscais da União, estados, municípios e empresas estatais, excluindo o setor financeiro e a Petrobras.

O superávit ocorre quando as receitas governamentais superam as despesas. O mesmo se aplica às estatais, que geram receitas através de serviços e produtos.

Além disso, o IPCA-15 registrou uma alta de 0,84% em fevereiro, acima das expectativas do mercado, que previam um aumento de 0,57% mensal e 3,82% anual.

O superávit foi impulsionado pelos resultados positivos de R$ 87,3 bilhões do governo federal e R$ 21,3 bilhões dos estados e municípios, contrastando com o déficit das estatais. Esse valor é quase equivalente ao saldo negativo acumulado durante todo o ano de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.

As estatísticas sobre estatais não incluem grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras, que foram excluídas do indicador em 2009 devido à sua estrutura semelhante à de empresas privadas.

O governo justifica o déficit das estatais como resultado de um programa de investimentos mais robusto e da distribuição de dividendos.

O Ministério da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos apresenta um indicador próprio que inclui os lucros de bancos públicos e da Petrobras. No ano de 2025, foi reportado um lucro líquido de R$ 136,3 bilhões, representando um aumento de 22,5% em relação a 2024, com a Petrobras contribuindo com quase 70% desse total.

Nos últimos doze meses, o setor público consolidado acumulou um déficit primário de R$ 55,4 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB. Considerando o critério nominal, que inclui despesas com juros da dívida pública, houve um superávit de R$ 40,1 bilhões em janeiro. No acumulado anual, o déficit nominal foi de R$ 1.086,2 bilhões, correspondendo a 8,05% do PIB.

Os dados sobre a dívida bruta do Brasil em janeiro permaneceram inalterados, totalizando R$ 10,1 trilhões, ou 78,7% do PIB. Essa cifra inclui a dívida do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais, sendo um dos principais indicadores monitorados pelos investidores.

Por fim, a dívida líquida, que desconsidera os ativos do governo, caiu para 65% do PIB em janeiro, somando R$ 8,3 trilhões, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.


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