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Sergipe registra chuvas acima da média em diversas regiões

O maior volume de chuvas foi observado no município de Simão Dias, com 237,4 milímetros em fevereiro.

O monitoramento meteorológico, realizado pelo Governo de Sergipe através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), revelou que as chuvas do mês resultaram em acumulados significativos em várias regiões do estado, principalmente nas áreas do centro-sul, agreste e alto sertão.

Além de Simão Dias, outros municípios se destacaram com volumes expressivos, como Canindé do São Francisco (230 mm), Poço Verde (229,4 mm), Graccho Cardoso (188 mm) e Frei Paulo (164,4 mm). Essas localidades apresentaram precipitações intensas e contínuas.

Municípios como Campo do Brito (153 mm), Riachão do Dantas (149 mm), Lagarto (144 mm) e Itabaianinha (139 mm) também mostraram acumulados significativos, confirmando a abrangência das chuvas pelo interior sergipano. No baixo São Francisco, Neópolis registrou 62 mm, um volume que equivale ao dobro da média climatológica para fevereiro, que é de 31 mm.

Na Grande Aracaju e no litoral, a distribuição das chuvas foi mais irregular, mas alguns municípios superaram a média esperada. Nossa Senhora do Socorro acumulou 126 mm, enquanto Barra dos Coqueiros registrou 96 mm. Em Aracaju, o total foi de 53 mm, um índice abaixo do normal climatológico, mas concentrado em um curto período, o que pode causar alagamentos pontuais e problemas urbanos.

A meteorologista da Gerência de Meteorologia e Mudanças Climáticas da Semac, Wanda Tathyana de Castro, destacou que a interação de sistemas atmosféricos e condições oceânicas favoráveis foi responsável pelos episódios de chuvas intensas. Ela mencionou que, além dos alagamentos, houve transbordamentos de rios e lagoas, quedas de árvores e danos à infraestrutura viária, incluindo rompimentos em trechos de rodovias. Tais precipitações concentradas podem aumentar significativamente os impactos, mesmo em locais onde o acumulado mensal não supera a média histórica.

De maneira geral, as chuvas volumosas provocaram alagamentos pontuais, enxurradas e dificuldades no tráfego urbano e rodoviário, especialmente em áreas mais suscetíveis. Apesar dos transtornos, os volumes de chuva são considerados benéficos para a reposição hídrica do estado, ajudando na recuperação de reservatórios e na manutenção da umidade do solo, essencial para as atividades agrícolas.

Para os próximos dias, a previsão é de chuvas moderadas a intensas em todo o estado, com maior concentração nas regiões do agreste e do sertão. Um novo alerta foi emitido até quarta-feira, 4, em razão da continuidade das instabilidades atmosféricas, com possibilidade de acumulados superiores a 50 mm por dia em áreas isoladas, ventos entre 40 e 80 km/h, trovoadas e descargas elétricas, além de risco de alagamentos e elevação dos níveis dos rios.

O boletim meteorológico indica que litoral, agreste e sertão devem ter céu predominantemente nublado, com ocorrência de chuvas durante o dia e à noite, além de rajadas de vento. A partir de quinta-feira, 5, e sexta-feira, 6, a tendência é de redução gradual das instabilidades, com possibilidade de chuvas fracas e melhoria progressiva das condições climáticas.

A Gerência de Meteorologia e Mudanças Climáticas da Semac continua monitorando o cenário atmosférico e emitirá novas atualizações sempre que necessário.


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