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Sem ser unanimidade, Júnior Mano vive impasse para o Senado na base

Júnior Mano enfrenta dificuldades na busca por apoio para o Senado

O deputado federal Júnior Mano (PSB) não conta com o apoio unânime da base governista do Ceará, embora seja apadrinhado pelo senador Cid Gomes (PSB), uma das principais figuras da aliança, que o escolheu como seu sucessor para o Senado nas eleições deste ano.

Apesar dos esforços de Cid, Mano tem encontrado resistência para convencer outras lideranças, inclusive dentro do próprio PSB, partido que ele se juntou após sua saída do PL, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governador Elmano de Freitas (PT) deverá se reunir com o deputado federal para tentar resolver o impasse e definir os próximos passos. Entretanto, antes mesmo da conversa, a percepção é de que Júnior Mano pode não conseguir um lugar na chapa majoritária.

Em diálogo com a coluna, integrantes da base governista afirmaram que o parlamentar é parte da aliança e conta com o apoio de vários prefeitos. No entanto, as dificuldades e os desgastes relacionados ao seu nome tornam a sua viabilização dentro da base um desafio, dificultando o apoio necessário para uma candidatura ao Senado.

Júnior Mano está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) por suposto desvio de emendas parlamentares para uma organização criminosa, além de sua influência nas eleições municipais de 2024. Embora não tenha condenação, sua candidatura ao Senado começou a ser cogitada em meio ao surgimento dessas acusações.

Cid Gomes chegou a convocar uma coletiva para defender seu correligionário, mas a situação pode gerar desgastes que complicam a formação de uma chapa com Mano como candidato ao Senado.

Adicionalmente, ele não é bem visto nem mesmo dentro do PSB. Recentes movimentos, como a tentativa de lançar sua esposa Giordanna Mano (PSB), prefeita de Nova Russas, para deputada federal, geraram descontentamento entre os membros do partido, pois essa decisão foi tomada de forma individual, sem consulta ao grupo e sem considerar as expectativas dos pré-candidatos.

A tarefa de Júnior Mano é complicada, especialmente ao tentar conquistar a simpatia de lideranças que apoiam a candidatura de Cid, considerada mais forte para auxiliar Elmano em sua reeleição. Além disso, outros partidos da base, como Eunício Oliveira (MDB) e José Guimarães (PT), também planejam lançar seus candidatos ao Senado, tornando a competição interna ainda mais desafiadora para Mano.


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